
História da "Consciência Histórica" Ocidental Contemporânea - Hegel, Nietzsche, Ricoeur
By José Carlos ReisLength17h 58m
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A relação entre história e filosofia é conturbada. Os historiadores nunca apreciaram a companhia dos filósofos, por creditarem à filosofia um caráter especulativo, abstrato. De fato, o historiador deve insistir na concretude dos fatos, nos anais e no caráter investigativo da historiografia. Entretanto, a distância absoluta deste com relação à filosofia é equivocada, porque os historiadores que ignoram os estudos filosóficos deixam de compreender sua própria atividade. E é exatamente isso que José Carlos Reis discute nesta obra. Para o autor, as diferenças entre as duas disciplinas são grandes, mas não há antagonismo entre elas, muito pelo contrário. Ele entende que sem qualquer consideração filosófica a história é simplória, da mesma forma que sem qualquer perspectiva histórica a filosofia perde sua consistência.
Este livro pretende refletir sobre esse mal-entendido entre a filosofia e a história a partir de uma primorosa abordagem de obras de filósofos sobre a história, fundamental para historiadores contemporâneos compreenderem a importância dos estudos filosóficos em sua prática; afinal, suas pesquisas sempre foram realizadas de acordo com os quadros conceituais construídos por Hegel, Nietzsche e Ricoeur.
Audiobook details
GenreHistory
Length17 hrs 58 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateJun 30, 2017
LanguagePortuguese
Table of contents
1Prefácio - Filósofos em marcha!
2Introdução - Filosofia e história: antagonismo ou afinidade profunda?
3E o que tem o leitor brasileiro com isso?
4Agradecimentos
5Capítulo I - A consciência histórica ocidental pós-1789: Hegel e a legitimação da conquista europeia do planeta – a derrota do projeto francês
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6De “filósofo da Revolução Francesa” a “filósofo da Restauração Prussiana”: decadência?
7O “jovem Hegel”: a reconciliação entre Razão e História pela Revolução
8O “velho Hegel”: a reconciliação entre Razão e História pela “via prussiana”
9O método lógico-dialético: “pensar a vida, eis a tarefa”
10A obra: As lições sobre a filosofia da história universal (1ª ed. 1837; 2ª ed. 1840)
11a) O sentido histórico universal é apreendido pelo pensamento
12b) A “filosofia da história” hegeliana: o otimismo da vitória da Razão universal
13c) A “história filosófica”: as fases da história universal conduzem à Europa
14d) Os povos que não integram a história universal: os “inferiores”
151) A América
162) A África
17e) A marcha do espírito a caminho da “consciência europeia”
18A “reconciliação total” entre tempo, história e narrativa
19Hegel e os seus críticos: quem deveria “renunciar a Hegel”?
20Capítulo II - A consciência histórica ocidental pós-1871: Nietzsche e a legitimação da conquista europeia do planeta – o projeto alemão
21Nietzsche, um “pensamento-martelo” contra a “cultura histórica moderna”
22Nietzsche, a cultura alemã e a Europa
23O método genealógico: “verdade”, valor e apropriação
241º) O pensamento não coincide “dialeticamente” com o real e não expressa a verdade essencial e universal
252º) Os valores cristãos não são a “verdade essencial”
263º) A história não é “a marcha necessária do espírito em busca da liberdade”
27A obra: Segunda consideração intempestiva: da utilidade e desvantagem da história para a vida (1874)
28A filosofia da história em Nietzsche
29a) Nietzsche, “cultura histórica moderna” e a Revolução Alemã
30b) As desvantagens da história para a vida
31c) A utilidade da história para a vida: a “força plástica”
32d) As formas da história úteis à vida: monumental, antiquária e crítica
33e) A utilidade da historiografia alemã: a (re)construção da identidade nacional alemã
34A “ruptura total” entre tempo, história e narrativa
35O ERM, a sua original concepção da temporalidade, seria uma “ruptura total”?
36Pode-se falar de uma “história filosófica” em Nietzsche? Nietzsche e os seus críticos
37A “história filosófica” em Nietzsche: a vitória da Europa na história universal
38Primeira fase da história universal: a “pré-moral”, que tem a imagem da criança
39Segunda fase da história universal: a “moral”, que tem a imagem do camelo
40Terceira fase da história universal: a “extramoral”, que tem a imagem do leão
41Quarta fase da história universal: a “pós-moral’, que tem a imagem da criança
42Capítulo III - A consciência histórica ocidental pós-1989: Paul Ricoeur e a vitória do projeto anglo-americano de conquista da “Comunidade Europeia” e do planeta
43O percurso do reconhecimento: de “criptoteólogo” a Tempo e narrativa
44A vitória ocidental em 1989: ética e política na obra de Ricoeur
45O método: o “enxerto” da hermenêutica na fenomenologia
46a) Explicar e compreender
47b) Por uma dialética aberta, inabacada, a síntese adiada
48A filosofia da história ricoeuriana: a “idade hermenêutica da razão”
49A originalidade de Ricoeur: a articulação entre tempo e narrativa
50O entrecruzamento entre narrativa histórica e narrativa de ficção: a historiografia é quase ficção, a ficção é quase historiografia