
Alexandria junto ao Egito (III e II AEC)
o Serápis de Ptolomeu I e os templos como elementos de apropriação e coexistência greco-egípcia e seus desdobramentos político-sociaisBy Lincon Matheus LopesLength6h 13m
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Caro leitor, como o diverso pode ser aceito em uma sociedade? Qual a extensão do poder de um deus? Perguntas como essas, nas ciências humanas, jamais terão uma resposta única e definitiva, mas é possível ter apontamentos para possíveis direções. A religião e a crença em divindades é uma realidade comum na caminhada humana. O homem, em diferentes civilizações e em variadas épocas, sempre concebeu seres divinos para contribuir na explicação dos sentidos mais profundos da sua existência. Analisando o percurso humano na história, uma de suas necessidades é ter divindades para criar laços de identidade mútua. Tendo isso em vista, por qual razão um poder político, percebendo esta demanda da humanidade, não faria uso da religião ou da figura de um deus como um instrumento ideológico para conduzir uma determinada população para onde este poder desejasse?
Em Alexandria no Egito não foi diferente. Ptolomeu I Sóter, entendendo que esta nova "capital" não abarcaria somente helênicos e egípcios, mas também os helenizados pertencentes aos diferentes locais conquistados por Alexandre, lançou mão da figura de Serápis como ferramenta ideológica e deus patrono da cidade, e dos templos para angariar legitimidade política frente a uma população culturalmente diversificada, fornecendo a necessária identificação. Assim sendo, apaziguando, aglutinando e conciliando os díspares grupos sociais, foi garantida uma coexistência multicultural dentro de Alexandria, se tornando uma cidade cosmopolita.
Audiobook details
GenreHistory
Length6 hrs 13 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateOct 10, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
23CAPÍTULO IV: MULTICULTURALISMO ALEXANDRINO
2INTRODUÇÃO
244.1 – As suas causas
31 – QUADRO TEÓRICO
254.1.1 – A economia
41.1 – Discussão Historiográfica
264.1.2 – A Biblioteca e o Museu
51.2 – Conceitos
274.1.3 – Festivais
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61.3 – Problemas e Hipóteses
284.2 – O quadro político-social e cultural greco-egípcio
71.4 – Fonte
294.2.1 – O quadro egípcio
81.4.1 – Plutarco e sua vida até Roma
304.2.2 – O quadro grego
91.4.2 – A Segunda Sofística em Plutarco
314.2.3 – A chora e as assimilações
101.4.3 – Plutarco e sua relação com Roma
32CAPÍTULO V: OS TEMPLOS E O CLERO EGÍPCIO
111.4.4 – A volta para Queroneia
335.1 – O clero
121.4.5 – As obras de Plutarco
345.2 – Os templos
131.4.6 – De Ísis e Osíris
35CAPÍTULO VI: SERÁPIS E SUA DIMENSÃO RELIGIOSA-POLÍTICA
141.5 – Metodologia
366.1 – A religião
151.6 – Exame das fontes conforme o quadro teórico
376.2 – Serápis
16CAPÍTULO II: ASPECTOS GERAIS DO HELENISMO
386.2.1 – Cenário sociopolítico
172.1 – Helenismo
396.2.2 – Iconografia
182.2 – Contexto helenístico da morte de Alexandre (323 AEC) até o evento em Triparadisus (321/320 AEC).
406.2.3 – O culto serapiano
19CAPÍTULO III 3. ALEXANDRIA NA SUA FUNDAÇÃO E ANTES DELA
416.2.4 – Serápis e a monarquia
203.1 – Fundação de Alexandria
426.2.5 – O Serapeum de Alexandria
213.2 – Alguns contatos greco-egípcios anteriores a Alexandre
436.2.6 – Sua difusão territorial
223.3 – Geografia da cidade
44CONCLUSÃO: Exortação