
A segurança jurídica no tribunal de contas da união
com análise da Lei 13.655/2018 e informações atualizadas até 2020By Carlos Maurício Lociks de AraújoLength9h 53m
About this audiobook
Trata-se de uma leitura de evidente interesse para acadêmicos, agentes públicos em geral, licitantes e contratados da Administração Federal, advogados e todos os demais que atuam direta ou indiretamente junto ao setor público. Construída a partir das pesquisas de mestrado do autor, a obra é bem lastreada em lições doutrinárias, rica em dados empíricos, referências a acórdãos, leading cases, normas regulamentares e leis inerentes à atuação da Corte de Contas no campo da segurança jurídica, tudo complementado com abalizadas análises.
O autor enfrenta diversos temas relacionados à segurança jurídica no âmbito do Tribunal de Contas da União, incluindo os fatos mais recentes que emolduram o assunto, com destaque para as análises sobre a Lei 13.655/2018 (que incluiu na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro dispositivos para otimizar o princípio da segurança jurídica no setor público) e os recentes entendimentos firmados pelo Supremo Tribunal Federal acerca da segurança jurídica na álea de atuação do TCU, especialmente quanto aos prazos prescricionais.
Audiobook details
GenrePolitics and Government
Length9 hrs 53 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 26, 2020
LanguagePortuguese
Table of contents
1Prefácio
2INTRODUÇÃO
31. O PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA
41.1 - Precedentes históricos
51.2 - A segurança jurídica nos dias atuais – condicionantes históricas.
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61.3 - Segurança jurídica - conceituação
72. PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA
82.1 - Proteção da confiança e princípio da legalidade
92.2 - Proteção da confiança e interesse público
102.3 - A boa-fé como elemento da proteção da confiança
112.4 - Natureza jurídica da estabilização dos atos pela proteção da confiança
123. DIREITO À RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO
133.1 - Razoável duração do processo como direito constitucional fundamental
143.2 - O direito à razoável duração do processo no TCU
153.3 - O Estatuto do Idoso – Lei 10.741/2003
164. IRRETROATIVIDADE DAS NORMAS ADMINISTRATIVAS RESTRITIVAS DE DIREITOS
174.1 - Irretroatividade como fator de segurança jurídica
184.2 - Irretroatividade no Direito Administrativo
194.3 - Exceções à irretroatividade – retroação in bonam partem e irretroatividade imprópria
205. O PERFIL DE ATUAÇÃO DO TCU E A SEGURANÇA JURÍDICA
215.1 - Os poderes legais e constitucionais do TCU
225.2 - A identidade institucional do TCU – foco na proteção ao erário e na supremacia do interesse público
236. AUSÊNCIA DE NORMAS LEGAIS SOBRE PRESCRIÇÃO NO TCU
246.1 - A imprescritibilidade das ações de ressarcimento por prejuízos ao erário decorrentes de atos ilícitos
256.1.1 - Novos entendimentos: RE 669.069, RE 852.475 e RE 636.886 - flexibilização da tese da imprescritibilidade
266.1.1.1 - “É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil” (Tema 666, RE 669.069)
276.1.1.2 - “São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa” (Tema 897, RE 852.475)
286.1.1.3 - “É prescritível a pretensão de ressarcimento ao erário fundada em decisão de Tribunal de Contas” (Tema 899, RE 636.886)
296.2 - Proteção ao direito de ampla defesa - solução alternativa à imprescritibilidade
306.3 - Ausência de norma expressa sobre prescrição da pretensão punitiva do TCU
316.3.1 - Os debates sobre a aplicação analógica de normas de prescrição: cinco anos (normas do Direito Administrativo) ou dez anos (regra geral do Código Civil)
326.3.2 - Entendimento do TCU – prescrição decenal, com base na regra geral do Código Civil: dez anos após o fato irregular
336.3.3 - Entendimento do STF – prescrição quinquenal, regulada integralmente pela Lei 9.873/1999 (MS 32.201-DF e outros)
346.4 - Ausência de normas legais de prescrição ou decadência aplicáveis aos atos sujeitos a registro (admissões, aposentadorias, reformas e pensões): 6.4.1 - Tese do STF em repercussão geral – Tema 445: “Os Tribunais de Contas estão sujeitos ao prazo de cinco anos para o julgamento da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão, a contar da chegada do processo à respectiva Corte de Contas, em atenção aos princípios da segurança jurídica e da confiança legítima” (RE 636.553-RS)
357. PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO DA CONFIANÇA NA APRECIAÇÃO DE ATOS DE PESSOAL PELO TCU PARA FINS DE REGISTRO
367.1 - Peculiaridades do rito de emissão do ato sujeito a registro e sua relação com a proteção da confiança
377.2 - O fator tempo na aplicação do princípio da proteção da confiança
387.3 - O critério do prejuízo insuportável e irreversível ao interessado
397.4 - O critério do prejuízo insignificante ao princípio da legalidade
407.5 - Súmula-TCU 74 – aproveitamento do tempo de inatividade entre a publicação do ato e a publicação da EC 20/1998
417.6 - Modificações de jurisprudência e proteção da confiança
427.7 - Proteção da confiança e a restituição de verbas remuneratórias
438. O PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE E A SEGURANÇA JURÍDICA NAS DECISÕES DO TCU
448.1 - O Princípio da Proporcionalidade – bases conceituais
458.2 - A expansão do uso do princípio da proporcionalidade
468.3 - Proporcionalidade versus Razoabilidade
478.4 - Princípio da proporcionalidade como instrumento de harmonização entre os princípios da legalidade, da segurança jurídica e o interesse público
488.4.1 - Extrapolação dos limites da Lei 8.666/1993 para alterações contratuais
498.4.2 - Reajuste de valor contratual em desacordo com as normas legais
508.4.3 - Estabilização de atos de nomeação irregular de servidores