
A Palavra Testemunhal em Carolina Maria de Jesus
reconstruindo imaginários femininosBy Maria Madalena MagnaboscoLength8h 22m
About this audiobook
Mesmo com a evolução dos tempos históricos, a América Latina e o Brasil ainda vivem momentos de exclusões e destituições das experiências e modos de ser do sujeito do feminino. Colocado à margem e desconsiderado em suas vivências e palavras, busca as fendas para ser ouvido. Os testemunhos narrativos vêm oferecendo esta audição para outras histórias e memórias que escapam à história oficial. Através deles é possível nos colocarmos na "pele" de Carolinas que ousaram resistir e narrar a partir de outros sentidos, que não somente as institucionalizações hegemônicas compartilhadas no imaginário latino-americano e brasileiro sobre o sujeito do feminino. Ler e ouvir as narrativas testemunhais de Carolina é cuidarmos de um ethos, isto é, de oferecermos outras moradas que ancorem valores mais humanos àquelas que lutam pela construção de uma existência mais autêntica.
Audiobook details
GenreLiterary Classics
Length8 hrs 22 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 28, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
171.4.1 Respostas às interpelações dos olhares masculinos sobre o feminino
2PREFÁCIO
181.4.2 Histeria ou uma defesa da vida na ordem do trágico
3INTRODUÇÃO
191.5 Um outro olhar sobre a representação nas interfaces da literatura e da psicologia
4CAPÍTULO I - TERRITÓRIOS E FRONTEIRAS DA REPRESENTAÇÃO: PERCURSOS DE CAROLINA MARIA DE JESUS
20CAPÍTULO III - OS ELOS DISCURSIVOS ENTRE TESTEMUNHOS E DIÁRIOS
51. INTRODUÇÃO
211. CONTEXTUALIZAÇÃO TEÓRICA DOS TESTEMUNHOS
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61.1 Sacramento: a primeira fronteira do saber(-se)
221.1 Uma breve história sobre a tradição dos testemunhos na América Latina
71.2 Estradas: a transgressão de fronteiras
231.2 Contextualizando os testemunhos narrativos femininos
81.3 São Paulo: ampliando espaços físicos e refletindo as margens do novo processo de desenvolvimento
242. O DIÁRIO COMO TESTEMUNHO
91.3.1 A modernização pela Ordem e a criação de seus territórios “naturais”: as favelas
253. POSTURAS RECEPTIVAS DOS DIÁRIOS
101.3.2 Na favela: o quarto de despejo
26CAPÍTULO IV - A ARQUITETURA DA PALAVRA
111.3.3 A casa de alvenaria
271. A NARRATIVA LITERÁRIA COMO CRÍTICA DO GÊNERO
12CAPÍTULO II - AS REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO
281.1 A palavra como poder e cura
131. AFINAL, O QUE VEM A SER GÊNERO?
291.2 Construindo outras subjetividades pela política da palavra
141.2 O gênero através do olhar da modernização
301.3 As subjetividades (de)formadoras e (trans)formadoras de Carolina Maria de Jesus: 1.3.1 As (de)formações em Quarto de despejo
151.3 Histeria ou uma tentativa de nominação do mal-estar?
311.4 Uma subjetividade transformada pela narrativa literária
161.4 Uma história da histeria
32CONCLUSÃO