
Length4h 13m
About this audiobook
A obra serve para reunir publicados dispersos, como LEITURAS E ANDANÇAS (2004). Alguém logo perguntará: Por que escreve sobre Contagem? Escrevo sobre Contagem para exorcizar-me de Contagem, escrevo sobre essa cidade porque, à época em que a estudava, faltava material a respeito dela – daí ajudar a construí-lo. Sério. Se houvesse material disponível sobre a cidade, talvez esse livro não existiria, pois, antes de tudo, considero-me um leitor, um curioso. Escrevo sobre Contagem, inclusive, para um dia, esgotado o assunto, não precisar mais escrever sobre ela e, finalmente, poder liberar minha escrita para outras direções, ou para nenhuma. Que fique claro, não nutro qualquer sentimento de ordem superior por Contagem. Seríssimo novamente. Outro ponto que fique claro: não me considero um escritor. Sem complexos: uso a definição mais simples: escritor é quem escreve. Fazendo jus a distinção que Vivaldi Moreira – ensaísta mineiro, falecido presidente perpétuo da Academia Mineira de Letras – faz em um de seus ensaios, enquadro-me mais na categoria dos Letrados à dos Escritores stritu sensu, ou seja, escritores profissionais. Escrevo pouco, não escrevo mais do que penso, penso tanto quanto ando e observo. Um "flaunêr afoito", para usar uma imagem do poeta mineiro Anízio Viana. Talvez um livre-pensador, ou um pensador independente, para quem for se ocupar com definições; nada contra definições em si mesmas, vai da inteligência de quem as usa, seja para restringir seja para ampliar os conceitos. O velho problema da incapacidade da linguagem de exprimir o pensamento, problema suspenso quando se toma a linguagem autonomamente, como nas experiências da Oficina de Literatura Potencial - OULIPO (França). As leituras, como sempre, acompanham os interesses do momento. Para o entendimento ou a tentativa de entendimento da conjuntura mundial, sugiro O novo século, Antônio Negri entrevistando Eric Hobsbawn; o último capítulo de Era dos Extremos (impossível não ler o livro inteiro), "Rumo ao milênio", de Hobsbawn; Século XXI: socialismo ou barbárie e Para além do capital, ambos de István Mészáros; e Império, de Antônio Negri e Michael Hardt. Para entender – não sei se tanto para mudar não que torcemos contra a mudança – a conjuntura brasileira, A opção brasileira, organizado por César Benjamim, a título de informação, vice de Heloísa Helena na Frente de Esquerda (eleições presidenciais de 2006). A tese da opção brasileira (mais tarde descobri que já estava presente em Darci Ribeiro), muito persuasiva no todo, apresenta dois pontos duvidosos a meu ver: o nacionalismo implícito, ou declarado mesmo, como sentimento negador da elite e motivador da mudança – por umas razões, perguntem-me – e o apoio das forças armadas ao movimento revolucionário. Mas é leitura essencial, certamente. Li também material fora do pensamento marxista e anarquista, desde os 'intérpretes', Sérgio Buarque de Hollanda (inclusive um crime a exclusão de Celso Furtado da coleção Intérpretes do Brasil , isso sim um 'patrulhamento ideológico' à direita), até os José Muri-lo de Carvalho, e outros. A saída? Qualquer que seja ela, será mundial, uma vez realizado o mercado mundial de mercadorias – a chamada globalização – prevista por Karl Marx, daí não desaconselho o drama expresso no título do livro de Mészáros: ou algo parecido com um socialismo ou a barbárie. E quem não está percebendo os traços de barbárie – guerra, pobreza generalizada/programas assistencialistas, ascensão de líderes carismáticos, volta da religião, ditadura do corpo, da mente e do comportamento etc – deve ter passado as férias em Marte. Para terminar as leituras 'sociais', li também os situacionistas (Internacional Situacionista, França, 1968) e os ensaios de Robert Kurz, indispensáveis. Provocação: nada indicado pelos professores da faculdade, se dependesse deles...
Audiobook details
GenrePoetry, Literary Classics
Length4 hrs 13 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 28, 2012
LanguagePortuguese
Table of contents
1VINÍCIUS FERNANDES CARDOSO
2I. Literatura Brasileira II. Miscelânea
3ENSAIOS E ARTIGOS
4APRESENTAÇÃO DE ZENÍLIA PAIXÃO
5UM POEMA TAL QUAL UMA ORAÇÃO
Show all chaptersShow less
6UM POETA ENTRE NÓS Acerca de Yendis Asor Said
7Foto: Willian Augusto
8CRÍTICA ÀS CONTINGÊNCIAS
9ANÁLISES, IDIOSSINCRASIA, MESSIANISMO, RESSENTIMENTO
103 Campo é um conceito de Pierre Bourdieu, sociólogo francês.
11A
12INTERPRETAÇÕES
13Q
14excluídos:
15LEONARDO DE MAGALHAENS: LEITOR E CRÍTICO LITERÁRIO
16IMPRESSÕES GERAIS DE “DESENCONTROS GRAFADOS” SOBRE O ROMANCE-TRILOGIA DE LEONARDO DE MAGALHAENS
17speramos com paciência mas com expectativa o
18R
194 Expressão/conceito de Jean-Paul Sartre.
205 Vide Instinto de Nacionalidade, de Machado de Assis.
21A ESTÓRIA E A HISTÓRIA
229 Aviões de guerra; bombardeiros.
23SAUDAÇÃO INICIAL
2414 Idem.
2516 A Filosofia.
26á, na cidade em potencial, uma rua em
27RUA RIO MANTIQUEIRA
28Rua Rio Mantiqueira, no Novo Riacho, em Contagem-MG.
29J
30são da numeração da avenida, ainda cheia de erros.
31Q
32Becos da minha terra, discriminados e humildes, lembrando passadas eras...
33A
34A noite desceu e, como bem observou o poeta Carlos Drum-
35ALGUMA COISA MINHA
36Os atos me são gratuitos, a existência me é gratuita.
37Virtuais vivem mil mundos nenhum, Celulares volvem e somos um só.
38AINDA O MEDO
39Eu vim lhe ver, o melhor que faço.
40Estados e seus braços.
41OS MISERÁVEIS
42ELEGIA
43NO FIM SEMPRE UM COMEÇO
44Tenho estado longe mas Protejo a nossa casa, Este território santo.
45NOTURNO À SOLIDÃO
46Mundo que pode ser um entre muitos.
47ORAÇÃO DE MIM MESMO
48[ um Oasis...
49Política, violência. Literatura, sofrimento. Atos, erros. Palavras, vento.
50[ dos onde moram seus colegas de colegial.