
A Adaptação Literária
História, Conceito e Análise: A Hora da Estrela e Noites do SertãoBy Josmar de Oliveira ReyesLength19h 7m
About this audiobook
Trata-se de uma reflexão sobre a adaptação literária que nos leva a pensar de forma diversa sobre o fenômeno semionarratológico transformacional da transição da literatura para o cinema. O que é adaptação? Por que a necessidade de transformar o texto? Como se dá essa transformação, essa transição de um meio para outro? Como podemos abordar o problema da transformação? Onde e quando ele atua em suas reconstruções, como reelabora o material que toma emprestado? Qual é o resultado disso? Qual é o significado? Para responder a todas essas questões, recorremos a diferentes teorias do texto como o dialogismo, a recepção textual, a hermenêutica, a intertextualidade, a leitura, a reescrita, a tradução etc. Para responder à questão de como se dá essa transformação, ou seja, numa perspectiva analítica semionarratológica, escolhemos dois filmes brasileiros da década de 80 (A Hora da Estrela, de Suzana Amaral, e Noites do Sertão, de Carlos Alberto Prates Correia), cujo ponto de partida explícito é um texto narrativo literário, também de autores brasileiros: Clarice Lispector e João Guimarães Rosa. Esta análise permite observar de forma mais aguçada a relevância de diversas distinções teóricas em relação a esse fenômeno.
Audiobook details
GenreOther
Length19 hrs 7 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 9, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1APRESENTAÇÃO
2INTRODUÇÃO
3PRIMEIRA PARTE
4ADAPTAÇÃO LITERÁRIA: HISTÓRIA, NARRATIVA E CONCEITOS
5CAPÍTULO 1
Show all chaptersShow less
6ADAPTAÇÃO LITERÁRIA E A HISTÓRIA DO CINEMA
7I. CINEMA E LITERATURA: AO LONGO DA HISTÓRIA
8II. CINEMA BRASILEIRO DOS ANOS 80 E ADAPTAÇÃO LITERÁRIA
9III. TRÊS GERAÇÕES DE CINEASTAS E A ADAPTAÇÃO LITERÁRIA
101. A primeira geração
112. A segunda geração
123. A terceira geração
13CAPÍTULO 2
14EM TORNO DA NARRATIVIDADE
15I. INTRODUÇÃO
16II. DIEGESIS E MIMESIS
17III. MIMESE EM RICOEUR E SUA TRIPARTIÇÃO. UMA LEITURA DA POÉTICA DE ARISTÓTELES
181. Mimèsis I (o mundo real, prática ou a práxis)
192. Mimèsis II (o mundo ficcional ou a configuração narrativa)
203. Mimèsis III (o mundo dos espectadores, leitores) – a recepção textual
214. Narrativa literária e narrativa fílmica através do binômio diegese e mimese
22CAPÍTULO 3
23TRANSFORMAÇÃO TEXTUAL: DO LITERÁRIO AO FÍLMICO
24I. PROLEGÔMENOS: AS DIFERENTES ABORDAGENS DA ADAPTAÇÃO LITERÁRIA
25II. DIALOGISMO E ADAPTAÇÃO
26III. INTERTEXTUALIDADE E ADAPTAÇÃO
271. Intertextualidade em Kristeva
282. Intertextualidade em Gérard Genette
29IV. A ESTÉTICA DA RECEPÇÃO, A TEORIA DA LEITURA E A ADAPTAÇÃO
30V. A SOCIOCRÍTICA E A ADAPTAÇÃO
31VI. O PROBLEMA CONCEITUAL E OUTRAS ABORDAGENS DA ADAPTAÇÃO (pt. 1)
32VI. O PROBLEMA CONCEITUAL E OUTRAS ABORDAGENS DA ADAPTAÇÃO (pt. 2)
33PARTE DOIS
34ADAPTAÇÃO LITERÁRIA: DUAS ANÁLISES DA TRANSFORMAÇÃO FÍLMICA
35CAPÍTULO 1
36I. INTRODUÇÃO
37II. A HORA DA ESTRELA, TEXTO LITERÁRIO DE CLARICE LISPECTOR
381. Primeira narrativa 273:
392. Segunda Narrativa
40III. A HORA DA ESTRELA, FILME DE SUZANA AMARAL
41IV. A ENUNCIAÇÃO NARRATIVA
421. Enunciação no texto literário
431.a. O caso dos dois níveis diegéticos
441.b. A subjetividade narrativa : o eu enunciador
451.c. O caráter simbiótico do narrador e sua heroína
461.d. O metadiscurso do narrador enquanto escritor
471.e. A interpelação constante do leitor
481.f. As referências sonoras como signo de subjetividade narrativa
491.g. A noção de presente imediato no contexto diegético da subjetividade narrativa (a presentificação do ato da escrita)
501.h. A subjetividade narrativa diante de sua história: o segundo contexto diegético no primeiro contexto diegético