Nos contos de Eva Rossi, jogo e desejo caminham lado a lado: cartas, dados, regras inventadas e apostas que começam inocentes e terminam na cama. Em Sexy Poker, uma sequência improvável de vitórias transforma uma brincadeira de casal em contrato sensual, assinado entre risos e olhares que escondem fantasias antigas. Claudia, inquieta e curiosa, vê sua sorte desabar quando perde dez vezes seguidas – e com isso se torna “prêmio” por um dia inteiro, disponível para qualquer desejo que ele tiver coragem de formular.
Os dois são amantes criativos, acostumados a explorar a própria dualidade entre dominar e se render, mas desta vez há algo diferente no ar: o poder de quem venceu e a entrega de quem aceita jogar até o fim. “Amanhã os dados mandam em você”, ele avisa, guardando um sorriso enigmático. Entre brinquedos cuidadosamente selecionados, desafios improváveis e ordens murmuradas ao pé do ouvido, o que começa como punição se transforma em descoberta profunda de limites, prazer e confiança. No fim daquele sábado, Claudia entende que o verdadeiro risco nunca esteve no jogo de cartas, mas em apostar o próprio corpo – e o coração – numa partida em que não há como voltar ao ponto de partida.