
Length2h 40m
About this audiobook
Sinopse "Ogum Marê" é uma obra que retrata a participação do afro-descendente na Marinha do Brasil. Baseada em fatos históricos descritos no capítulo "A Revolta dos Marinheiros de 1910" do Almirante e Historiador Hélio Leôncio Martins. Parte integrante do livro da "História Naval Brasileira", volume V, tomo I B. O Brasil a pouco se tornara independente, o Imperador D. Pedro I carecia de constituir uma armada para consolidar seu império, pacificar as províncias rebeldes e fazer frente à esquadra portuguesa, liderada pelo Comandante Pereira Campos. Um alvará, datado de 1775, proibia os brasileiros de serem marinheiros e os poucos Oficiais, a disposição de D. Pedro I, eram filhos de nobres nascidos no Brasil ou Oficiais portugueses simpatizantes à causa do Imperador. Para solucionar essa questão, D. Pedro I contrata Oficias e praças ingleses para guarnecerem os navios brasileiros, todavia, essa contratação não foi em número suficiente para atender as necessidades da nascente esquadra. No intuito de equacionar o problema de pessoal, o Imperador resolver complementar a lotação dos navios com negros alforriados, sendo a maior parte alforriada pelo próprio. Sanada a necessidade de pessoal da Marinha, surge outro problema, não levado em conta até a noite de 22 de novembro de 1910. O abismo social formado entre a oficialidade e as praças. De um lado têm-se os "Lordes Ingleses", e de outro, os negros rotos, ainda que, forros completamente desconhecedores da cultura européia e do trabalho marinheiro. E desse modo, nasce a Marinha brasileira. O adestramento e a manutenção da disciplina da marujada negra eram feitos com severos castigos físicos, como chibatadas e bolos. 8 O Império morre e nasce a República, o negro já não era mais escravo, porém os costumes eram mantidos, o de castigar fisicamente a guarnição e o de mandar meninos para a Marinha, na maioria negros, capturados vadiando pela cidade. O Decreto, número 3 de 16 de novembro de 1889, bane os castigos corporais na Marinha, entretanto, esses continuam sendo aplicados nos navios da Esquadra e no Batalhão Naval. De forma que, as guarnições, ainda, predominante negra e recrutada sem critério, eram subjugadas, maltratadas e humilhadas. Diante desse quadro caótico, os Orixás africanos mobilizam-se.
Audiobook details
GenreLiterary Classics, Spirituality and Religion
Length2 hrs 40 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 28, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1EDENIR COSTA DOS SANTOS
2para a elaboraçaõ desta obra.
3O. M. Edições
4Sinopse
5Gênese
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6Estância Velha. Mas, vamos fazer pouso nesta região.
7capataz até lá.
8bornal e acompanha o homem).
9desmaia).
10O. M. Edições
11cara e não dá mais trela para o conversa de João).
12Que fizeram de tudo pela Pátria.
13É de Aruanda ê. É de Aruanda á"...
14tenta argumentar de
15vocês!
16O sino da igrejinha...”
17todo Mundo (Determina o marinheiro Francisco Dias).
18a resposta satisfatória, sob pena de ver a pátria aniquilada.
19(Fonte Serviço de Documentação da Marinha).
20O notável jurista redige e apresenta o decreto de anistia
21bordo do Encouraçado Minas Gerais.
22O Restabelecimento
23senhor causou um reboliço em los navios!
24Oi girando Lá oiê Oi girando Lá ...”
25João Cândido responde.
26gemidos e por fim, silêncio...
27Atoto Baluaê Atoto babá Atoto Baluaê Atoto é Orixá...”
28saudações.
29O
30em pleno coração.
31Um ex-marinheiro
32CAPÍTULO VII
33A viagem é longa, Mas Exu com ele está
34Eles partem.
35O Legado
36Comando do 1º Distrito Naval;
37Racial, Edson Santos, o presidente defendeu que o feriado fosse nacional.
38Alegre: Globo. 1967.