Length2h 42m
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Brigitte, não havia qualquer duvida; bem razão da genética e dos traços naturais de família, era uma mocinha exótica na aparência, dois olhos na cor azul circundados por aureolas da cor azul mais escuro, entretanto, muito afável, carinhosa e meiga. Não era uma mocinha de nacionalidade brasileira, pois, a bem da verdade, nascera em um país do continente africano – mantinha em seu corpo o perfume das flores de Angola – no limiar de um dos janeiros do século vinte –; mil novecentos e um a dois mil. Pelo fora isto o que se soubera algum tempo mais tarde e depois de conviver com a mocinha exótica, que não havia, ainda, passado pela primeira infância, quando, ao atingir a idade dos cinco anos, atravessara o Oceano Atlântico e deixara a África. Yoseph Yomshyshy O trem da meia noite. Brigitte, que nada sabia da vida efêmera, insólita e transitória, na tenra idade, viera, com os pais, para um dos países latinos americanos. Qual deles? Ora! O Brasil. Ao se decidir pela vinda e optar pelo Brasil, a família escolhera o comentado e tão badalado estado do Rio de Janeiro para se instalar distante da pátria de origem. Escolhido o estado, radicaram-se na cidade de São Sebastiao do Rio de Janeiro, a capital, e, ali, trabalharam, compraram um terreno e se mudaram para Austin, na chamada Baixa Fluminense. Naquela localidade, Austin, distante um pouco mais dos cem quilômetros lineares do grande centro urbano da capital do estado, a família iniciara a vida. Yoseph Yomshyshy O trem da meia-noite Naquela localidade, Brigitte, como qualquer discente de sua época, estudara o curso primário , depois o ginasial , crescera e ficara órfã de pai no limiar da adolescência. No decurso da pré-adolescência, vira a mãe casar-se em segundas núpcias, com um paraguaio chamado Joshua. Joshua era um paraguaio natural da cidade de Pedro Juan Caballero, uma cidadezinha na fronteira de seu país de origem com o Brasil. Nessas condições, ganhara uma irmãzinha. No entanto, a vida lhe haveria de ser ingrata e lhe pregar uma de suas peças... Qual? Isto é o que se verá... Brigitte, como diversas mocinhas e mulheres, sofrera por algum tempo, calada, o assedio do padrasto já que desde os doze anos de idade, sem usar o verbo; aguentara as estranhas investidas, mas fora adiante, e resistindo, nada contava à Yolanda. Yoseph Yomshyshy O trem da meia-noite Por quê? No fundo, em seu espirito equitativo e eivo da imparcialidade, não desejava que a mãe se separasse por sua causa. Dócil e submissa, Brigitte era, acima de tudo, uma mocinha ajuizada. No entanto, ao alcançar à maioridade, como se diz ao se referenciar à cátedra do direito, atingindo a juris personalis plena, o assédio do padrasto e a refuta da mocinha se transformara em verdadeiro ódio por parte dele. Um ódio gratuito. Por quê? O que se sabe é que, aos vinte e três anos, a revelia de Yolanda, o padrasto devasso, simulacro de um crápula; fizera-lhe sofrer com a expulsão de casa. Yolanda, que no momento da esdruxula decisão, não se encontrava em casa, tampouco entendera. Perguntara a razão daquilo ao marido, mas ele permanecera taciturno em um silencio sepulcral. Yoseph Yomshyshy O trem da meia-noite Na primeira das noites fora do convívio com a família, Brigitte fora amparada por uma bondosa freira que, para não abandona-la ao relento, lhe cedera um espaço no alojamento pastoral para que dormisse, confortavelmente, entre as outras noviças. No dia seguinte a expulsão, injustificável por sinal, de casa, a mocinha, não querendo ocupar a sua protetora da noite anterior, sem destino, perambulara pelas ruas desertas, pelo menos perante os seus olhos perdidos. Em sua desventura, no centro do seu destino incerto, mas patente, Brigitte perdera a virgindade.
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion, Literary Classics
Length2 hrs 42 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 24, 2018
LanguagePortuguese
Table of contents
1Yoseph Yomshyshy
22 Na contemporaneidade; médio.
301 A descoberta.
4A afoita senhora prometera...
555 Releia-se a nota de rodapé anterior.
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6Ela o saberia!
7não permitira, agarrando-a pela cintura.
802 O prenuncio.
9Qual?
10Pronto [...]
1103 O embarque.
126 Chamam, erroneamente, de Alemanha!
1304 A deusa africana.
148 Denominam de forma errônea de Noruega
159 Entende-se por Suécia.
1610 Alemanha.
1705 O achado.
18Não que para se conversar se tenha que
1906 A conquista.
2012 De onde é tu minha deusa?
2113 Brigitte com dois tes.
22A deusa africana quisera saber [...]
23O rapaz [...]
2407 A decisão!
25mocinha exótica e atraente [...]
2615 Quem viver vai ver, vamos nós!
2708 A virgindade perdida.
2819 A mais bela.
29Por quê?
3020 Por favor!
3121 Sem se apressar.
3225 Afinal, eu sou, ainda, virgem na flor da idade.
33Recuara [...]
34penetrada.
3509 A reviravolta.
36D
3727 Que poderias dizer a mim?
3832 Sim!
3933 Claro!
4034 Na verdade, eu sou como sou porque sou o que sou!
4140 Não há nada perdido ainda.
4242 De onde tu vens?
4343 Quem tu pensas que és para contestar as minhas palavras?
4444 Espera-me...
4548 Sim, sim, mamãe!
4649 Toda a verdade está dentro da boca das crianças!
4710 A consequência.
48O tempo urgira [...]
