
Length3h 35m
About this audiobook
Há muito que a literatura guineense ansiava por uma obra inebriada de ousadia de nos fotografar a alma. Bebe das nossas singularidades – Esse Ser Colectivo – e nos amarra nos dramas abrigados na vida sobrevivida. Não havia trânsito apresenta-nos uma escrita despudorada, que faz, das palavras, linhas cosidas de um pano legós inundado de cores quentes, alegradas nos choros escondidos de um verdadeiro Contador de Estórias. "Abdelaziz coloca, mais uma vez, o seu país e a sua cidade no mundo. Faz da literatura, um manifesto de existência. Diz nós também desenhamos traços deste mundo , numa escrita assumida, atrevida e humanista. Obriga-nos a decifrar os não-ditos, em ditos plenos de contemporaneidade, reveladores de obscuridades, silenciadas pelas vozes altas de uma cidade tranquilizada na intranquilidade das vivências que a adornam. (...) Prefácio de Dautarin da Costa.
Audiobook details
GenreLiterary Classics
Length3 hrs 35 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateJan 28, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1NÃO HAVIA TRÂNSITO
2francos. Esqueceu-se de que os cinco mil da sua esposa faziam
3queria resmungar, aliás resmoneou mentalmente: como podia
4O homem tomou fôlego e respirou profundo, um gesto de
5com o Comandante Codó.
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6Patron saiu de casa da amante com minhocas na cabeça: como
7O Zé Kálesi sabia, visivelmente, que ele ostentava muito mais
8Zé Kálesi? Nada! Absolutamente nada! Ou seja, iam passar a
9N'la, fugir dos problemas por uns instantes, desse modo
10Comandante de um modo gentil.
11Entra, minha querida filha! Entra!
12A resposta deu-lhe uma paz interior como religioso, desejava
13único patrão.
14O Risukabesa era um moço de estatura média, entrou nos
15situação, porque sabiam que de uma forma ou doutra ele iria
16resistia.
17como a lã no vento, o seu coração seria um deserto.
18Migração e Fronteira era a capacidade que aquelas mulheres
19Entretanto, as observações permitiram ao Patron perceber
20mercadoria?
21O Zé Kálesi queria mandar o Kalbanté para onde nunca deveria
22Esta frase, saía repetida e lentamente da sua boca como se
23CAPÍTULO X
24A mulher do Codó, a Cadibinta, vinha inocentemente para
25N’laftellá?