
Janus Petrificado
autoridade, alteridade e estados normopáticosBy Gilberto Lucio da SilvaLength8h 23m
About this audiobook
É possível para um indivíduo estabelecer um lugar enquanto sujeito sem garantir o reconhecimento da incompletude que permite estabelecer uma relação de alteridade? Como se defender psiquicamente de um outro excessivamente intrusivo sem cultivar a renegação da própria existência? Como se caracteriza o manejo feito pelo analista/terapeuta no tratamento desses casos clínicos, com destaque para o aporte proporcionado pela psicanálise? Diversos distúrbios psíquicos frequentes na contemporaneidade, notadamente a neurose obsessiva, a perversão, os distúrbios do pânico e os psicossomáticos, parecem configurar respostas a esta problemática. O percurso aqui apresentado procura descrever e problematizar outra possível organização que emerge como "solução" para um contexto cultural que valoriza a independência total do indivíduo diante do mundo social vivido, e que inclui o próprio fazer psicanalítico como produto e produtor de seu estatuto psicopatológico. Trata-se da normopatia, este bloqueio da capacidade de sonhar, que é aqui focalizada por meio da ideia de paralisia psíquica do indivíduo associada ao mito grego de Janus. No trajeto metodológico aqui definido destacam-se a utilização de fragmentos clínicos, a descrição da alteração nos processos civilizatórios e seu rebatimento nos grupamentos sociofamiliares que dão origem a novas formas de adoecer para estar no mundo.
Audiobook details
GenreHistory
Length8 hrs 23 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateOct 26, 2020
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
252.2.4 - Vínculos autoritários ou autorizantes
2INTRODUÇÃO
262.2.5 - Duas figuras de autoridade: o “superpai” paternalista e o líder autônomo
3CAPÍTULO I - CARACTERIZANDO UMA NORMALIDADE QUE SOFRE
272.2.6 - Autoridade e Alteridade
41.1 - Uma solicitação de ajuda
282.3 - AUTORIDADE E SUPEREU
51.2 - Visão essencialista versus perspectiva relacional
292.3.1 - O Supereu e o mal-estar na cultura
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61.3 - Os homens de mármore e a contratransferência medusificada
302.3.2 - Ambivalência das imagos e paralisia do Eu
71.4 - Entorpecimento inicial
312.3.3 - Existe ainda lugar para um Supereu?
81.5 - A família de que se sofre
322.3.4 - Hipóteses exploratórias para a paralisia do eu
91.6 - Ser: um projeto irrealizado, um pedido não realizado
33CAPÍTULO III - ESTADOS NORMOPÁTICOS E IMPASSES DA NORMALIDADE
101.7 - Après coup: Hoje consigo ver!
343.1 - Lembranças engessadas em uma mente sem brilho
111.8 - Galeria de Eus: “Aqui jaz o homem que não conheceu o amor”
353.2 - Vivendo de empréstimo: sob o regime psíquico do mesmo
121.9 - Conhecer: um lugar para olhar (imóvel) o movimento do mundo
363.3 - Sentir-se real: uma angústia específica para os estados normopáticos?
131.10 – Deixando de brincar de médico
373.4 - Sem ternura, não há tesão
14CAPÍTULO II - NÓ GÓRDIO DA NORMALIDADE
383.5 - O silêncio dos inocentes: veracidade ou voracidade materna?
152.1 - AUTORIDADE E CULTURA
393.6 - Fruto de três desejos: a verdade da ternura
162.1.1 - Dicotomia da existência e normas civilizacionais
403.7 - Filho preferido ou pré-ferido: A neurose obsessiva como defesa contra a normopatia?
172.1.2 - Sociedades tradicionais: a autoridade criando um sentido para a vida
413.8 - Paralisia, alteridade e neurose obsessiva em Freud
182.1.3 - O indivíduo enquanto valor: razões individuais substituem tradições coletivas
423.9 - Mais vale ser vencido pela vida do que se defrontar com a morte: diferenças entre normopatia e neurose obsessiva na resolução do Édipo
192.1.4 - Puritanos sem religião: os novos atores privados de sua arte
433.10 - A deficiência da pedra é conhecer deficientemente: de como é possível propiciar o reconhecimento
202.1.5 - Vínculos de autoridade: emoção, negação e reconhecimento
443.11 - Sobrevivendo ao (en)canto angustiante
212.2 - AUTORIDADE E FAMÍLIA
453.12 - Normopatia e perversão: novas doenças da alma que exigem uma clínica diferenciada
222.2.1 - O reino do lar: que reino resta para um rei nu?
463.13 - Uma pequena ilha de indiferença em meio a um mar de dor: nem obsessivo, nem perverso
232.2.2 - Ginocentrismo e a perda dos Ideais
47A GUISA DE CONSIDERAÇÕES FINAIS: ESTADOS-LIMÍTROFES DO “CORPO PANICADO”EM TEMPOS DE ANOMIA SOCIAL
242.2.3 - Vida caleidoscópica: famílias sem mapa