
Length2h 58m
About this audiobook
Esta obra foi iniciada após leitura e análise de um projeto apresentado pelo Prof. Marcus Vinicius Machado de Almeida, de criação de um pólo de referência nacional em escrita do movimento. O projeto tem o desafiante objetivo de capacitar alunos de dança com a leitura de partituras de dança e possibilitar que esses alunos, através da leitura das escritas para dança, possam remontar fragmentos de partituras históricas e criar fragmentos coreográficos a partir das novas possibilidades de criação que, para Almeida, só é possível com as partituras de dança. O mais empolgante é sua proposta de que o material produzido (fragmentos coreográficos) pelo projeto seja fornecido ao público em geral através de página virtual de um "Laboratório de Grafias do Gesto" e que farão parte de material didático da página para o estudo das grafias e como material de pesquisa artística para diversas áreas da dança. O Prof. Almeida afirma que, nesta direção, o projeto de iniciação artística integra extensão, pesquisa e ensino e suas ações. Admirável o empenho na proposta de estudo, pesquisa e disseminação de grafias do movimento, mesmo constatando que, no Brasil, o interesse até hoje da comunidade artística da dança sobre este assunto é muitíssimo pequeno. Seja na formação dos alunos de dança, seja na criação dos coreógrafos ou na pesquisa na comunidade profissional, as partituras de dança estão ausentes como ferramenta. Pouquíssimos profissionais conhecem o assunto e menos ainda sabem lê-las ou escrevê-las. Mais preocupante ainda é verificar que bailarinos, coreógrafos e professores de dança simplesmente, sem conhecimento ou estudo, acreditam não ter importância nenhuma este aprendizado. Isso mesmo reconhecendo a importância dada ás partituras nas principais instituições artísticas de dança na Europa e América do Norte. Na minha concepção, um erro grave na carreira profissional de muitos artistas brasileiros da dança. Desta forma, considero este passo do Prof. Almeida, uma iniciativa admirável e importantíssima para o crescimento profissional na área da dança no Brasil. Coreologia, Notação coreográfica, Notação do movimento, Escrita da dança, Grafia do gesto, Representação gráfica do movimento... Independente da expressão escolhida para a denominação, o que se percebe cada vez mais, é a necessidade de estudo, pesquisa e disseminação das técnicas de registro de movimento. As notações em artes parecem ser mais evidentes e desejadas na história da arte ocidental, principalmente naquelas que são performáticas, como a música, o teatro e a dança. No teatro, o texto possibilitou recriar obras clássicas e na música a partitura. Entretanto, na trajetória da dança, diversas escritas existiram, mas nenhuma perdurou por muito tempo. A partir do século XX, em consonância com a consolidação e legitimação da dança como arte, algumas partituras de movimento foram criadas e consolidadas. As três mais importantes são a Benesh, usado pelo Royal Ballet para registrar balés de repertório, a DanceWriter que originou a SignWriter que registra os movimento da línguas de sinais, fundamental na alfabetização e ensino dos surdos; e a mais conhecida, a Labanotation usada em diversas áreas (ergonomia, biomecânica, educação, terapia). Apesar de recentes, estes sistemas de notação de movimento vêm revelando seu grande valor em diversos campos e atualmente existem centros de referência mundiais como o Dance Notation Bureau (NY). Entretanto, no Brasil há uma ampla carência nesta área, sem locais de referência, sem cursos de formação para o ensino de grafias de dança. As partituras de dança, no Brasil são praticamente ausentes, seja na formação do aluno de dança, seja na criação e pesquisa coreográfica. No Brasil nenhuma universidade ainda apresenta qualquer centro de referência, pesquisa e ensino das grafias.
Audiobook details
GenreOther
Length2 hrs 58 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 14, 2014
LanguagePortuguese
Table of contents
1Ana Ligia Trindade
2Representação Gráfica do Movimento
3CESAR GONÇALVES LARCEN EDITOR 2014
4presentação Apresentação presentação presentação
5IntroduçãoIntroduçãoIntroduçãoIntrodução
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6Capítulo 8Capítulo 8Capítulo 8Capítulo 8
7Coreologia, Notação coreográfica, Notação do
8Schurman (1990), Kieffer (1981) e Trindade (2008) apontam que a
9Numa relação de comunhão entre expressão e
101998 apud FRANCISCHETT, 2011).
11A representação gráfica pode ser construída e utilizada para
122°) quais são as relações entre as coisas?
13Capítulo 4Capítulo 4Capítulo 4Capítulo 4 O GestoO GestoO GestoO Gesto
14Conquanto definir o conceito de dança não seja uma
15Cunha ([20--?]) afirma:
16“N“N“N“Na medida em que as pesquisas contemporâneas
17As variadas possibilidades de emprego da notação pelas sociedades
18‘partitura’, sendo conveniente esclarecer que notação, no campo da
19Segundo Kaepper (1997), antropóloga da dança, quando se
20O código é o conjunto de signos e regras que permitem a
21No caso da informática, dá-se o nome de código-fonte ao
22RAPHAEL, 2001, apud SILVA, 2012, p. 7):
23O alfabeto da escrita da língua de sinais pode ser
24danças sociais e todas as outras formas de dança.
25Hernández, “essa forma de alfabetismo pode ajudar a redefinir o
26constituir-se num apaixonante instrumento de trabalho.
27Coreologia já recebeu várias definições, mas, em geral, ele tem sido
28Coreográfico, em Würzburg, Alemanha, em 1926 e, de acordo com
291955 o termo “choreology” (coreologia) para descrever o estudo
30Centros Internacionais Centros Internacionais Centros Internacionais Centros Internacionais
31As ideias e o trabalho de Laban espalharam-se pelo mundo
32ReferênciasReferênciasReferênciasReferências Embasamento teórico Embasamento teórico Embasamento teórico Embasamento teórico
33______. Semiologia Graphique. Paris: Mouton, 1973.
34CÓDIGO secreto. 2011. Disponível em:<http://pirpocandogeral.blogspot.com.br/2011/07/fala-galera- mais-uma-vez-passamos-muito.html> Acesso em: 30 maio 2014.
35<http://www.bocc.ubi.pt/_esp/autor.php?codautor=793> Acesso em: 18 maio 2014.
36Catarina, Florianópolis, 2004.