
Fé e Produção
Como a cultura industrial moldou a Igreja em CélulasBy Fabiano Pires SilvaLength7h 23m
About this audiobook
A Igreja em Células é frequentemente apresentada como uma restauração da igreja de Atos dos Apóstolos ou mesmo como uma "segunda reforma", conforme proclamado por seus principais defensores. Inspirado na comunhão das primeiras comunidades cristãs, o modelo celular conquistou igrejas ao redor do mundo como estratégia eficaz de evangelização e discipulado. Mas por que sua sistematização ocorreu apenas na modernidade? Que forças históricas e culturais contribuíram para que pequenos grupos se transformassem em um sistema organizado, orientado por metas, métodos e resultados mensuráveis?
Em Fé e Produção, Fabiano Pires Silva, que possui mais de 25 anos de experiência com o movimento celular, propõe uma leitura interdisciplinar que relaciona o surgimento da Igreja em Células à cultura industrial e à racionalidade produtivista. Ao analisar suas origens, estrutura e impactos na prática eclesiástica, o autor demonstra como fé e organização moderna se entrelaçam na formação desse modelo e seus efeitos na vida e fé dos líderes e membros destas igrejas.
Para pesquisadores, a obra amplia o debate sobre religião e modernidade. Para pastores e líderes, oferece instrumentos de discernimento, ajudando a compreender limites, potencialidades e desafios do sistema celular na prática ministerial contemporânea.
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion
Length7 hrs 23 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateApr 28, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2APRESENTAÇÃO
3INTRODUÇÃO
4CAPÍTULO I A ORIGEM DA IGREJA EM CÉLULAS
5Entre atos dos apóstolos e a modernidade: uma revisão histórico-teológica crítica da narrativa de restauração da igreja primitiva nas igrejas em células
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6A igreja de duas asas: organização e prática nas igrejas em células
7Igreja “em” células ou igreja “com” células?
8Foco principal na multiplicação de grupos pequenos
9A ênfase na utilização de líderes leigos
10Flexibilidade espacial e dimensão comunitária
11Cada célula como uma unidade missionária
12Distribuição de funções e gestão participativa nas células
13Observações finais
14Do contexto coreano à difusão global: a contribuição de David Yonggi Cho como idealizador do sistema celular: O “precursor” e o “introdutor” do modelo de pequenos grupos
15As marcas da história coreana no desenvolvimento do sistema celular
16A Coreia sob o domínio japonês
17Guerra Civil Coreana
18O sistema celular em primeira pessoa: a narrativa de David Yonggi Cho sobre sua origem
19Para além da narrativa oficial: fatores implícitos na concepção do sistema celular em Cho
20O envolvimento de Cho com a medicina: Uma primeira possibilidade
21Influências religiosas anteriores: Ruptura ou Inspiração?
22A influência norte americana
23A célula de manufatura da União Soviética: Conexões Possíveis?
24O Sistema Toyota de Produção: Parâmetros de influência
25Particularidades do Cristianismo Protestante Coreano
26Observações finais
27CAPÍTULO II INCORPORAÇÃO DE ELEMENTOS DA CULTURA INDUSTRIAL NO SISTEMA CELULAR
28Aspectos da sociedade industrial
29Evolução histórica e geográfica da sociedade industrial
30Conceituação sociológica da sociedade industrial
31Sociedade industrial e cultura técnico-administrativa
32A cultura industrial como solo fértil para a organização eclesiástica em células
33Considerações finais em relação a provável influência da cultura industrial sobre David Yonggi Cho na gênese do movimento celular
34Paralelos entre os paradigmas industriais clássicos e o sistema celular
35Taylorismo
36Fordismo
37Toyotismo
38Observações finais
39CAPÍTULO III IMPACTO NA PRÁTICA ECLESIÁSTICA: O REFLEXO DO SISTEMA CELULAR NAS IGREJAS QUE ADOTARAM ESTE MODELO
40Uma análise das implicações da cultura industrial capitalista na sociedade e na igreja
41Efeitos da cultura industrial capitalista na sociedade: uma breve análise histórica
42Possíveis implicações da cultura industrial capitalista nas igrejas em células: uma análise teórica
43Observações finais
44CONSIDERAÇÕES FINAIS