
Length1h 51m
About this audiobook
Como é possível que coisas ruins aconteçam em um mundo criado por um Deus bom? Se Ele é poderoso, como permite que aconteçam tais coisas? Pode-se observar na sociedade atual, que há uma grande diferença entre saber o que é o mal e fazer o mal. Apesar da máxima presente na vida de cada ser humano de que "o bem deve ser feito e o mal evitado", na prática isto está longe de acontecer, pois fazer ou não o bem e fazer ou não o mal é algo que, segundo Agostinho, é inerente ao homem, uma vez que sua natureza é limitada. Na década de 50, Pio XII já dizia que a sociedade havia perdido a noção de pecado e a civilização, mais de 50 anos depois, continua na mesma situação: roubos, assassinatos, corrupção, etc. Não se pode negar que o mal existe e faz parte da natureza humana de forma a corrompê-la, pois a natureza é boa em si, mas o vício a corrompe. Para o modelo de mundo que a humanidade criou e recria todos os dias o mal parece ser como que o tempero, o condimento para que possa haver vitalidade. Na maioria das grandes movimentações humanas o que as está impulsionando ou é a perpetração de uma maldade ou é uma reação a ela, que resultará seguramente em uma outra grande má ação – a réplica que exigirá uma tréplica. E essa dialética do mal possui um histórico tão longo quanto a própria humanidade. Sob o aspecto metafísico-ontológico, o mal simplesmente não existe no Cosmos. O que existe são graus inferiores de ser em relação a Deus, graus que dependem da finitude do ser criado e dos diferentes níveis dessa finitude. No entanto, a limitação dos seres criados parece questionar a bondade e magnificência de Deus, resultando no intrincado problema: Non sit Deus auctor mali?
Audiobook details
GenrePhilosophy, Spirituality and Religion
Length1 hr 51 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateDec 22, 2015
LanguagePortuguese
Table of contents
1Ensaio sobre o Mal
2Coordenação Editorial Frater Filius Mariae
3Sacramentum Caritatis
4“porque fazemos o mal?”.
5Não tardou para que fundasse uma comunidade ascética
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628 de agosto de 430.
7Nesse contexto, o pensamento cristão choca-se com
8Reino de Deus.
9A origem delas, como já assinalamos, é outra: foram
106 Cidade de Deus, IX, p. 29.
117 Confissões, VII, 13, p. 140.
1210 O Livre-arbítrio, p. 72.
1314 O Livre-arbítrio, p. 136.
14Mesmo aceitando o livre-arbítrio como um bem
1517 Confissões, VII, 16, p. 142.
1618 Idem. Livro II, p. 49.
1723 Da natureza e da graça, Livro I, Cap. III, § 3
18O que dizer dos milhares de óbitos que ocorrem
19Há hoje uma tendência cada vez mais forte em
20Deu-lhes ainda o poder de fazer esforços
21Pelo contrário, ver-se-á submetido ao Senhor
2226 O Livre-arbítrio, p. 216-7
23Podemos perceber isso, por exemplo, nas alterações
24Nem precisamos mencionar aqui as outras tantas