
Length1h 20m
About this audiobook
Coração em descompasso é um livro desconcertante, trazendo o melhor da poesia da jovem autora Luise Batiliere. O livro reflete o seu impactante e desmedido lirismo multicolorido e bem trabalhado, pensado verso a verso. Na grande maioria, os poemas parecem trazer uma mensagem diretamente endereçada a certa personagem desconhecida, contudo, em vários dos poemas endereçados para "ele", que na concepção da autora pode ser qualquer pessoa que se encaixe ao poema. Caberá ao leitor determinar quem é o seu "ele", cada um fara a sua própria interpretação. Lu Batiliere escreve de forma mais genérica e menos pessoal, embora, a sua aversão ao amor, ao sentimentalismo e sua veneração pela solidão estejam sempre presentes. Parece haver um desconforto da autora em relação ao amor platônico, ao tempo que, ela mesma não consegue dimensionar os próprios sentimentos em seu coração sempre em descompasso. O livro está repleto de sonetos em sua primeira metade, escritos em estilo único, com uma licença poética já tão conhecida da autora.
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion, Biography and Memoir
Length1 hr 20 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 4, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1CORAÇÃO EM
2Coração
3Sou aquela que representa o caos na sua totalidade.
4Ele é constante dor, Rancor, Constante ausência, Terror.
5Este déspota ardiloso, No coração sempre teimoso, Em mim... Fez-se horror.
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6Fora de mim não há nada, Dentro... Talvez se encontre algo.
7A ele digo, Nunca mais, Eternamente, adeus, Nunca mais.
8Ainda chove lá fora, Ainda mais aqui dentro, Agora já não importa.
9Hoje vejo as coisas como um cego as enxerga.
10Quisera eu, ter o nada por um segundo, ao menos uma vez.
11Mas sou apenas letra, ideia, conjectura, confissão.
12É uma vontade desenfreada, incontrolável, nociva, porém, muito prazerosa.
13Mas, Ela se foi como a sobra de uma nuvem fugaz.
14Entrego-me à beleza que veste de verde os teus fugitivos olhos.
15Homens ocos, Vidas vazias, Caixa de marimbondos.
16Quando em aflições diárias, Uma intransponível muralha.
17o tempo todo, sempre e constante negação de mim mesma.