
Length33m
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Nestes dias em que vivemos é muito comum se confundir a verdadeira paz com a falsa paz que está sendo buscada por muitos no mundo e segundo os termos do mundo, sobretudo pela via política. Há somente um caminho e condições fixas pelos quais a paz real pode ser encontrada e mantida, conforme pode ser verificado nesta breve exposição.
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion
Length33 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateSep 20, 2021
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2Quando contemplamos os muitos séculos seguidos de conflitos e guerras no mundo inteiro, sem que se tenha havido notícia de que alguma vez na história, uma nação ou povo logrou ter paz perfeita e continuada entre os seus concidadãos, alguns poderão imaginar erroneamente que Deus pretendia este efeito, e que teria um grande prazer nisso, de modo que poderia ser mais conhecido como sendo o Deus da guerra e do conflito do que o Deus da paz.
3Este é um assunto de enorme complexidade, sobretudo para um correto entendimento de suas causas e consequências, e por quais propósitos Deus teria sido guiado para trazer à existência a humanidade, sabendo de antemão tudo o que deveria ocorrer no mundo desde o princípio, e não apenas a nível de relações interpessoais, mas quanto ao conflito que habita no interior de cada um, considerado individualmente.
4Poder-se-ia imaginar, sem o referido entendimento, que então tudo o que há de ruim no mundo teria sido uma mancha, uma nódoa que se apegou ao plano de Deus quanto a ter uma criação em tudo santa, boa e justa, assim como ele é em sua própria pessoa divina.
5Antes de tudo, deve ser considerado que todos estes conflitos e corrupções que existem no mundo contribuem consideravelmente para o aumento da glória e valor da paz verdadeira que somente Deus pode conceder àqueles que o temem e amam, e guardam os seus mandamentos. E não há nenhum paradoxo, nesta afirmação, conforme poderemos observar pelos argumentos que serão expostos adiante.
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6Se tudo na criação, desde a dos anjos, fosse perfeita paz e harmonia entre todos os seres criados, jamais poderia a criatura que é santificada chegar ao conhecimento consciente comparativo de que fora da participação da natureza de Deus, não pode haver paz. A paz não é um subproduto separado do Criador, mas algo que flui dele para aqueles que são filhos da paz, de maneira que é por este meio que são assim considerados. Assim, mesmo naqueles que andam sem terem a paz de Deus em suas mentes e corações, Ele é glorificado indiretamente, porque por isto se prova que de fato que sem estar em comunhão com Ele, não é possível ter a paz real.
7Daí ser dito pelo próprio Deus que para o ímpio não há paz. Nem mesmo pode haver, porque sua natureza está em guerra contínua contra o Deus de paz.
8Ainda que aqueles que são filhos da paz tenham o privilégio de poderem ter paz com Deus, por terem sido justificados por meio da fé em Jesus, há necessidade, no entanto, que estejam sempre exercitando suas graças para que por este meio possam permanecer em comunhão com o Senhor, porque sem a referida unidade não é possível desfrutar da Sua paz. Então temos esta ordem de seguir a paz e a santificação (Hebreus 12.14), porque uma depende da outra, uma vez que são graças conjuntivas, como todas as demais. A forma de se obter a paz sobrenatural de Deus é por um caminhar na verdade, na justiça e em santidade de vida, porque sem isto não é possível que a paz seja mantida, e especialmente considerando-se a necessidade de fé permanente e que sempre espera com paciência no Senhor em todas as circunstâncias, fazendo conhecidas nossas necessidades através da oração peticionária dirigida a Ele, sem nunca esmorecer. Assim, é preciso não apenas buscar a paz no Senhor através da oração, mas também man
9Esta paz verdadeira de Deus é completamente diferente daquela paz que há no mundo, que é uma falsa paz, e que pode ser decorrente de acordos externos de não agressão mútua, quando no coração é possível se abrigar toda sorte de males e intenções vingativas contra aqueles que são nossos inimigos ou por nós invejados. Observe os acordos entre nações como são frágeis e superficiais! Veja os acordos entre políticos, quão interesseiros e enganosos são! Nos próprios lares dos ímpios há muito desse tipo de acordo entre os familiares que vivem numa falsa atmosfera de paz, por consentirem não entrarem constantemente em conflitos exteriores, a par de toda forma de conflito existencial que possa haver em seus interiores.
10A paz de Deus é verdadeira porque é precedida por um viver na justiça, na verdade, no amor, e no temor e amor ao Senhor que é demonstrado numa real obediência à Sua vontade, pela guarda dos Seus mandamentos.
11Os olhos do Senhor estão somente sobre os justos para conceder a sua bênção e paz; é sobre eles que faz resplandecer o seu rosto dando-lhes a paz, mas o Senhor é contra aqueles que vivem na impiedade.
12Como são muito mais aqueles que seguem o caminho da iniquidade, do que aqueles que seguem a vereda da justiça, não é de se admirar que em todo o mundo o que se veja seja dissensão, conflitos, guerras, e não harmonia e paz verdadeiras.
13Lutar portanto, para que haja paz no mundo, enquanto mundo, em seu procedimento ímpio, é uma grande quimera. Iludem-se todos aqueles que se empenham por isto, e sempre se acharão frustrados depois de se cansarem na luta que eles empreendem em prol da paz entre todas as pessoas da Terra. Devemos ter paz com todas as pessoas, mas sempre naquilo que depender de nós, porque no depender da parte de muitos, isto não será possível, quando estão deliberadamente voltados para nos fazerem mal. É neste sentido que Jesus diz que não veio trazer paz ao mundo, mas dissensão, ou espada, porque há um divisor bem distinto entre a paz que ele dá e aquela falsa paz que procede do mundo.
14Quando alguém sacrifica a verdade pela renúncia ao que é justo diante de Deus, para poder estar em paz e acordo com aqueles que vivem na prática do mal, ele estará também renunciando automaticamente à paz com Deus, porque não pode ser mantida naqueles que são infiéis aos mandamentos do Senhor, e que se voltam para o mundo. O que ama o mundo se faz inimigo de Deus e o amor do Pai não pode estar nele.
15Outro grande erro é buscar a paz pela associação com aqueles que buscam estabelecer a verdade, a justiça e a paz que são segundo o mundo. A paz real do Senhor nunca fluirá de uma fonte errada. Por melhores e sinceras que sejam as intenções, elas nunca produzirão o fruto da justiça que se semeia em meio à verdadeira paz sobrenatural que nos vem da parte do Senhor. Nunca é demais lembrar que está profetizado que quando o mundo pensar que por fim conseguiu alcançar um estado de segurança e de paz pela subjugação da humanidade sob o governo do Anticristo, é que lhes virá uma repentina destruição da parte de Deus, por terem rejeitado a paz real que procede dele e que demanda a transformação do coração em santidade e verdade, e terem buscado esta falsa paz e unidade mundial que procede de engano e mentira.
16Na verdade, até estes que lutam em favor da paz que é segundo o mundo, podem, eles mesmos, estarem lutando com as armas erradas ou por uma paz que não é afinal a verdadeira paz de Deus, senão uma paz em que haja tolerância e aceitação para toda e qualquer forma de iniquidade, por mais que seja contrária aos mandamentos divinos. E afinal, que paz pode sair daí, senão a falsa paz que o diabo e o mundo oferecem à humanidade? Os falsos profetas de Israel no Velho Testamento sempre anunciavam para o povo que haveria paz da parte de Deus para eles, e nisto eram confrontados pelos verdadeiros profetas de que tal paz não poderia existir enquanto a nação vivesse da forma pecaminosa em que se encontrava, em suas grosseiras idolatrias e impiedade.
17O crente é chamado a ser um pacificador, a calçar o evangelho da paz, porque a paz que ele deve oferecer é aquela que é segundo o evangelho, e pela conversão a Jesus Cristo. A barreira de inimizade entre o homem e Deus, e entre os próprios homens, só pode ser derrubada por uma genuína conversão para a prática da justiça do reino de Deus.
18Não importa que o pecador ímpio não saiba que ele é um inimigo de Deus. Ele pode até mesmo julgar ser seu amigo e admirar a Jesus e a Bíblia. Mas, se não há conversão, Deus permanece sendo seu inimigo, e está irado contra ele, e pronto a enviá-lo para aquele estado de condenação eterna que se segue imediatamente após a morte física.
19Quem poderia desfrutar de alguma paz enquanto permanece debaixo de tão horrenda maldição? Como pode haver paz para uma nação em que Deus não seja honrado, temido e amado?
20Ele nos tem feito boas promessas de paz no evangelho, mas estas se cumprem naqueles que o honram, e sabem esperar nele, pelo cumprimento do que tem prometido. É somente andando por fé, e não por vista, e em completa submissão à soberania do Senhor, que poderemos aguardar pela graça da esperança que é segundo o seu poder, através do evangelho, aquela paz perfeita e completa que há de se manifestar no porvir com a volta de Jesus, ou quando sairmos deste mundo para nos encontrarmos com ele na glória celestial. Até lá, devemos ser pacientes para aprender nas muitas tribulações que temos neste mundo, por sua falta de santidade e de paz, que de fato este dom precioso é somente para aqueles que esperam no Senhor, confiando inteiramente em Sua bondade e graça para conosco.
21Agora, a par de toda a disponibilidade do dom da paz que é concedido por Jesus aos crentes, para que possam desfrutá-lo em suas aflições aqui embaixo, todavia, grande angústia pode ser produzida por todo o pecado que há no mundo nos corações de pessoas piedosas e santas, que primam por um andar temente diante de Deus e da Sua Palavra. E assim, o que dizer da experimentação da paz sobrenatural de Deus que excede todo o entendimento em relação a elas? É algo para ser desfrutado vinte e quatro horas diariamente, sem qualquer turbação de mente e de coração? Não haveria sinceridade e nem realidade caso o respondêssemos afirmativamente.
22Mas como isto se coadunaria com o que o apóstolo afirma em textos como Filipenses 4.7-9, e II Tessalonicenses 3.16, nos quais se refere a uma paz que excede todo o entendimento e que pode ser dada por Deus continuamente em toda e qualquer circunstância? Isto é verdadeiro, e não poderia ser o contrário porque a Palavra de Deus é a verdade, mas não se pode tomar tais palavras de forma absoluta, porque o significado do apóstolo é que em meio às nossas aflições, e momentos de angústia e turbação de mente e de coração, devemos recorrer ao Senhor em oração, para que esperemos nEle pelo retorno à paz, pela concessão que Ele nos fará no tempo apropriado pelo Seu poder. Tanto é assim, que caso experimentássemos de forma contínua e ininterrupta, a paz de Deus, que necessidade teríamos de clamar a ele nos momentos de aflição? Por isso o Senhor nos convida a irmos a Ele nas tribulações, quando estamos cansados e sobrecarregados para acharmos descanso para as nossas almas, uma vez que nos tem deixa
23“Clama a mim no dia da angústia, eu te livrarei, e tu me glorificarás.” (Sl 50.15).
24“Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.” (Sl 43.5).
25“6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças.
267 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” (Filipenses 4.6,7).
27Se pregarmos uma paz absoluta e ininterrupta como sendo a experiência do crente que é santificado, nós estaremos lançando muito sal e vinagre nas feridas de muitos crentes que se encontram passando por momentos de aflição, e com grande angústia em suas almas, pois lhes passaremos a ideia falsa de que não são crentes que tenham fé, ou até mesmo colocá-los em dúvida quanto à genuinidade da sua salvação.
28Assim, é o próprio Deus, pelo seu exclusivo poder que acende ou apaga a nossa lâmpada, para que aprendamos que somos totalmente dependentes dele para que tenhamos paz no nosso viver.
29Podemos estar definitivamente pacificados com ele por meio da fé em Jesus, que nos trouxe a justificação, mas ainda temos muitas guerras da carne contra Deus Espírito Santo, de modo que não teremos, enquanto neste mundo, a bendita experiência de a carne ser vencida definitivamente pelo Espírito. E somente um andar segundo o Espírito pode dar para vida e paz, e assim, se a carne triunfa em algumas ocasiões, nossos caminhar não é para vida e paz, mas para morte espiritual, ou seja, para o decaimento ou enfraquecimento de nossas graças, pelas quais somente podemos ser mantidos firmes na presença de Deus.
30Por isso somos salvos na esperança, ou seja, não temos ainda a plenitude de tudo aquilo que se encontra em Cristo em perfeição absoluta. Temos as fiéis promessas do Senhor nas quais devemos crer com todo o nosso coração, e sempre esperar pacientemente pelo cumprimento delas. Esta é a nossa experiência neste mundo presente. De modo que:
31“1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;
324 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança.” (Romanos 5.1-4)
33Nossa perseverança na fé nas tribulações, nos leva a ter a experiência da fidelidade de Deus em nos dar a paz, e esta por sua vez nos conduz a ter uma firme esperança, para aguardar o cumprimento de novas promessas do que nos tinha prometido por estarmos em Jesus, as quais aguardaremos sem vacilar e sem nos apressarmos para vê-lo cumprido, porque ele é digno de receber a honra de esperarmos inteiramente nEle, sabendo que jamais falhará em cumprir a Sua Palavra.
34Assim, em relação à paz, aplica-se o mesmo princípio relativo a estarmos sempre alegres e gratos no e ao Senhor. Porque ainda que não tenhamos isto ininterruptamente neste mundo, todavia, podemos ter a certeza de que o teremos na ocasião própria, segundo o cronograma de Deus, que sempre há de gerar não poucos momentos de paz, alegria e gratidão em nosso interior, independentemente das circunstâncias em que estivermos vivendo. Além disso, pela fé, sabemos que temos o legado da paz, do amor, da alegria que Jesus conquistou para nós em sua morte na cruz, de maneira que nunca o perderemos definitivamente, pelo contrário, nós o teremos em toda a sua plenitude de glória no céu.
35Assim, como diz profeta bom é esperar a salvação que vem do Senhor, e isto em silêncio, onde o significado de estar em silêncio aponta para se estar quieto, sossegado, confiante, em paz, pois Deus é poderoso para operá-lo em nós, pois a verdadeira fé carrega consigo todos estes ingredientes, pois não se trata apenas de se crer em Deus, mas permitir que o coração seja sossegado por ele enquanto aguardamos suas respostas ou livramentos. Daí o apóstolo dizer que assim fazendo a paz de Deus guardará as nossas mentes e corações em Cristo Jesus, pois é isto ue sempre é feito por ele quando aguardamos com paciência por Ele e não nos permitimos ficar ansiosos por coisa alguma.
36Jesus é a fonte da paz verdadeira, somente ele é o Príncipe da paz, conforme a designação que lhe é feita na profecia de Isaías, e ele veio a este mundo, morreu na cruz e ressuscitou, para que pudéssemos participar desta paz que é operada por ele em nós. A resposta para a pergunta de nosso título de como obter e manter a paz real, ainda tem muitos aspectos a serem considerados, e nos faltaria o tempo e o conhecimento completo para uma exposição mais satisfatória do que esta que apresentamos, mas destacamos a seguir alguns textos bíblicos adicionais, não apenas para a confirmação do que foi já exposto, como também para complementar o que foi escrito com outras considerações importantes:
37Lucas 1.79 para alumiar aos que jazem nas trevas e na sombra da morte, a fim de dirigir os nossos pés no caminho da paz.
38Lucas 10.5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz seja com esta casa.
39Lucas 10.6 E se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e se não, voltará para vós.
40João 14.27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
41João 16.33 Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.
42Romanos 3.17 e não conheceram o caminho da paz.
43Romanos 8.6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.
44Romanos 14.17 porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.
45Romanos 14.19 Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua.
46Romanos 15.13 Ora, o Deus de esperança vos encha de todo o gozo e paz na vossa fé, para que abundeis na esperança pelo poder do Espírito Santo.
47Romanos 15.33 E o Deus de paz seja com todos vós. Amém.
48Romanos 16.20 E o Deus de paz em breve esmagará a Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.
49I Corintios 14.33 porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos,
50II Corintios 13.11 Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.