
Length1h 50m
About this audiobook
A autora compõe alegorias. Diz que nelas pode movimentar-se pelas mensagens sociais, humanas, humorísticas, críticas e sobretudo cotidianas. Vê neste gênero um jeito leve de lançar suas ideias, apropriando-as aos sonetos. Que, se fosse esperar a chegada de uma inspiração genuinamente poética, não poderia instigar, desafiar situações oportunas para a expressão da arte de escrever. Tudo isto porque não precisa de inspiração para escrever um soneto com tons alegóricos que falam de tudo que é impossível e que apesar disso existe no mundo; e ainda do possível que, não raras vezes, é para consumo, homenagens, mensagens, filosofias, desafios, enfrentamentos, situações de drama, tragédias e comédias. Assim faz a parte que a ela toca na literatura, aproveitando sarcasmo, humor, escrachos, ternura e tudo o mais, cada um à sua hora. Assim comunica-se com todos, a todo o tempo e de acordo com o momento de cada um e com disciplina, sem derramamento. Mas, quando a poesia da essência chega, é benvinda para ela, já que não se encontra poesia nas esquinas onde estão os versos para o cotidiano. Mas, a poesia pode chegar nos sonetos que estão neste livro, como efetivamente chegou em quase todos eles. E faz a sua parte, na medida dela e de sua arte, partindo para o soneto desvencilhado relativamente dos classicismos, os quais denomina "heterodoxos", resultando numa plataforma moderna da arte milenar. E cá estão estes sonetos, que ficaram mais com as alegorias, o ritmo e a cadência, abandonando a métrica matemática em favorecimento a uma, digamos, assim, metrificação intuitiva, para maior leveza e permanência no mundo hodierno. Ninguém é poeta o tempo todo. Mas o soneto está na alma e nunca falta à autora o artesanato na oficina alegórica do dia a dia. Está aí o resultado.
Audiobook details
GenreLiterary Classics, Poetry
Length1 hr 50 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJan 7, 2018
LanguagePortuguese
Table of contents
1Cântico das Vozes Noturnas Sonetos heterodoxos
2Luciana Carrero
3Conversa da autora
4I - Minha primeira metáfora
5II -Malware
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6III - Arre! pios
7IV - Poesia Universal
8V - Outono
9VI - A maldita boca ilógica
10VIII - Droga de Amor
11X - Estar Só?
12XI - Cecília...
13XIII - Paranoia digitalizada
14XIV - Pelo amor de D’us
15XV - Soneto inverso pelo amor de D’us
16XVI - Lúcifer
17XVII - Senil idade
18XIX - Feira Livre
19XX - Diferencial
20XXI - A cor dos olhos
21XXII - “Depois da tempestade vem a ambulância”
22XXIII - Germinação abstrata
23XXIV - Canção da tua voz
24XXVI - Visão parcial de solidão
25XXVII - Da boca de um condenado
26XXIX - Para trazer uma canção de amor
27XXX - Águas da piedade
28XXXIII - Poesia pompa e circunstância
29XXXIV - Tempos difíceis
30XXXV - Pudim de Leite Condensado
31XXXVI - Do Amor Desencontrado
32XXXVII - Um amor e uma cabana
33XXXVIII - Justa Causa
34II
35Andaria dolorosa Eu, esta alma amargurada Até perder-me no fim
36XLV - Memóries
37XLVI - Memórias
38XLVII - Recuerdos
39XLIX - Replicada proteção
40LX - Ao teu encanto
41LXI - Constatação da velha ovelha negra
42LXII - Ela já sabia de tudo
43LXIV - Insano poetar
44LXVI - Além da Taprobana
45LXIX - Parceria torta
46LXX - A noite não dorme em lençóis de cetim
47LXXI - Sem four nem cheque mate
48LXXIV - Espelho meu
49LXXV - Reminiscência Vital
50LXXVI - Tango