
A Princesa De Belépsiah
By Rogério Silvério De FariasLength2h 23m
About this audiobook
A Princesa de Belépsia: contos sombrios dos reinos estranhos e sombrios de Rogério S. de Farias Em A Princesa de Belépsia , Rogério S. de Farias — notável autor catarinense e mestre do terror literário — conduz seus leitores por uma galeria de contos onde o horror transcende a carne e adentra os domínios do simbólico, do mítico e do inconsciente. Esta coletânea é, ao mesmo tempo, um convite e um desafio: adentrar Belépsia, um reino que não existe em mapas, mas que habita a imaginação mais profunda e sombria do autor e de seus leitores. Cada conto é como uma das torres desse castelo espectral: isolado, autônomo, mas compondo uma arquitetura maior — ao mesmo tempo sólida e evanescente — onde as tramas são guiadas por um lirismo perturbador e uma reflexão filosófica silenciosa, porém implacável. Em Belépsia, os medos não se escondem nas florestas ou nas masmorras, mas se insinuam nos rituais cotidianos, nos gestos mínimos e na fragilidade das certezas humanas. Farias demonstra, com rara maestria, que o terror pode ser uma experiência estética delicada, quase poética, sem abdicar de sua potência desestabilizadora. Seus personagens são figuras que oscilam entre o trágico e o grotesco; suas situações, embora enraizadas no fantástico, expõem as fissuras universais da alma humana: o medo da perda, o desejo de transcendência, o fascínio pelo proibido. O estilo do autor, já reconhecido por sua precisão verbal e imagética, atinge aqui um grau notável de maturidade. As descrições são vívidas e insólitas, muitas vezes evocando atmosferas que mesclam o onírico com o pesadelo, como se o leitor estivesse sempre à beira de um despertar que nunca chega. As metáforas arquitetam, com delicadeza, passagens para significados ocultos, enquanto os finais — nunca previsíveis — deixam cicatrizes silenciosas na memória. A Princesa de Belépsia não é apenas uma coletânea de contos de terror; é uma obra que desestabiliza fronteiras: entre o real e o irreal, entre o belo e o monstruoso, entre a lucidez e o delírio. Farias reafirma, com este livro, sua posição singular na literatura brasileira, mostrando que o conto de horror pode ser também um instrumento de poesia, filosofia e desconstrução. Ler estas páginas é, enfim, aceitar o convite para atravessar os portões de Belépsia, onde a princesa que dá título à obra talvez não seja um personagem, mas uma metáfora: a representação final de um terror que é, sobretudo, uma busca — inquieta, infinita e, paradoxalmente, fascinante.
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion, Science Fiction
Length2 hrs 23 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateMay 24, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1A PRINCESA DE BELÉPSIAH E outras histórias
2ROGÉRIO SILVÉRIO DE FARIAS
3APRESENTAÇÃO
4E só!
5COMO NASCEM AS BRUXAS
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6Ao que Rebecca respondia, desesperada:
7Prólogo
8lucrativa de meu negócio, não tenham dúvida alguma, meus querubins!”
9Depois que ela desligava, eu comentava com meu amigo vigia:
10Diário de Aventuras Espirituais
11corpo, era como se eu fosse um grande olho invisível, solitário, ímpar.
12o Morbleim
13passadas, alterando em alguns trechos, para o seu tempo, na Idade Média.
14Epílogo
15A PRINCESA DE BELÉPSIAH
16“Já vou, mãe!”, dizia o filho.
17Solitário, ele não ligava para mais nada.
18O senhor Algrave pensou estar ficando louco.
19Pela manhã, o senhor Algrave abriu os olhos e estava feliz.
20PENÉLOPE ESPERA UMA ROSA
21E foi assim que foi enterrado como indigente.
22O CRIME NA RUA DO CEMITÉRIO
23A vida parece uma poção mágica, mistura de mel e fel.
24e de
25O ESTRANHO QUE APARECEU
26─ Mala, vou te dar um conselho...
27─ Pedrão, sua braguilha está aberta.
28─Vai não, seu cachorro!
29sei exatamente durante quanto
30Vi pessoas, cadeiras, destroços sendo arrastados.
31Aterrorizado, perdi de todo a consciência...
32Agora, ao despertar para um novo dia, eis-me aqui.
33A MALDITA CHOUPANA DOS DELÍRIOS
34tivessem perecido porque
35foram
36O PRANTO DOS DEUSES ASTRONAUTAS
37Um estranho rumor estraçalhou impiedosamente o silêncio sepulcral daquele lugar desolado.
38formato ovóide abriu-se vagarosa
39DESCANSA EM PAZ
40III
41IV
42ficou perdido em pensamentos e
43Moscas adejavam pela pequena cozinha, onde um fogão a lenha crepitava.
44Zéfa continuou:
45Zéfa levantou-se da cadeira com um gemido. Disse:
46VII
47Zé tentou chorar, mas não conseguiu.
48A VINGANÇA DE FERNANDO JUAN CUERVO
49─ O quê, Tojo?
50cadáver esquartejado. A noite começara a cair, como uma mortalha.