
A Primavera De Uma Modernidade
By Diego Dos Anjos AziziLength10h 11m
About this audiobook
O presente livro tem como objetivo tentar responder às perguntas: "Qual é a importância de Montaigne para a filosofia moderna ocidental e qual é o papel que a subjetividade emergente dos Ensaios tem na produção filosófica posterior?" Esta pesquisa afirma que há em Montaigne não apenas uma profunda e riquíssima filosofia, que ultrapassa o registro do ceticismo tradicional, mas também uma das fundações da própria filosofia moderna. Ler Montaigne como um filósofo e fazer jus à revolução que empreendeu na Modernidade é o objetivo deste trabalho. O novo projeto filosófico de Montaigne é radical e inaugura o ato filosófico moderno, expressão de uma intenção filosófica sem precedentes que parte do exercício do juízo e termina na experiência de si. Ao rejeitar os pressupostos da filosofia tradicional aristotélico-tomista, traz a filosofia do céu metafísico inalcançável para o mundo dos seres humanos, falíveis, finitos, impremeditados e fortuitos. A figura do filósofo não é mais a do pensamento contemplativo, em que ele se transforma em algo divino, a expressão excelente e essencial da humanidade. Montaigne fala a linguagem das tavernas, das ruas e dos mercados, fala sobre o particular, o falível e finito. Montaigne fala a partir de um ponto singular, crivo para a possibilidade de produzir discursos sobre as coisas e o mundo: Montaigne parte do "eu", daquilo que chamamos contemporaneamente de subjetividade. Esse ponto singular muda a história da filosofia, radicalmente.
Audiobook details
GenreScience and Nature, Biography and Memoir
Length10 hrs 11 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 16, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
113 - Descobrimentos e invasões: rejeição à conquista do outro; elogio à conquista de si
2Prefácio
123.1 – Uma história do encobrimento do outro na América
3Introdução
133.2 – Uma crítica moderna à modernidade: canibalismo e descolonialidade em Dos Canibais
41 – Por um conceito de modernidade (ou: o moderno se diz de muitas formas)
143.3 – Montaigne antropófago
51.1 – Como pensar o moderno?
154 - Aspectos da subjetividade: narrativa, relacional e situada
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61.2 – Montaigne e a instituição do moderno
164.1 – A subjetividade (que é, também) narrativa: o “eu” que se diz em primeira pessoa
72 – O ensaio como fundador de uma modernidade
174.2 – A subjetividade (que é, também) relacional: a exigência do Outro para a existência de um “eu”
82.1 – O ensaio como expressão de subjetividades
184.3 – A subjetividade (que é, também) situada – Eu sou eu e minhas circunstâncias
92.2 – Ensaios céticos (ou Seria Montaigne um filósofo cético?)
19Conclusão – As raízes da filosofia moderna
102.3 – Os Ensaios como exercícios do juízo
20Biografia do autor