
A "ideia" de Estado de Natureza na filosofia Kantiana
By Rodrigo Almeida MartinsLength9h 20m
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A ideia de estado de natureza é comumente relacionada ao pensamento de Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau. O primeiro dentro da tese de que no estado natural há uma guerra de todos contra todos, portanto, deletéria ao gênero humano; enquanto o segundo teoriza o estado natural dos homens como um ideal que foi degenerado pela sociedade ao ponto de haver a necessidade do Direito e do Estado para solucionar os conflitos advindos dessa decadência. Kant nesse desiderato é um filósofo que dissertou sobre essa ideia, vinculando-a as premissas básicas de Thomas Hobbes, mas sob um viés especulativo intrínseco ao seu idealismo transcendental, mas, sobretudo ao seu realismo empírico como reflexo prático dessa construção teórica. Dentro dessa premissa, este estudo reconstrói o sistema kantiano e ressalta a importância dessa ideia junto ao sistema moral do filósofo de Königsberg, cuja reconstrução parte da metafísica kantiana até atingir a sua doutrina do Direito. Logo, é uma leitura que pode interessar não só aos estudiosos da filosofia, mas também aos operadores do Direito que almejam se aprofundar sobre uma das bases teórico-filosóficas do Direito ocidental contemporâneo.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length9 hrs 20 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateDec 9, 2020
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2AGRADECIMENTOS
3LISTA DE ABREVIATURAS
4PREFÁCIO
5INTRODUÇÃO
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6CAPÍTULO 1. O SISTEMA EPISTÊMICO E O SIGNIFICADO DA IDEIA
71.1 O IDEALISMO TRANSCENDENTAL
81.1.1 Fontes e métodos da Filosofia Transcendental
91.1.2 O realismo empírico: 1.1.2.1 Realismo empírico e a antropologia pragmática
101.2 O CONHECIMENTO E OS LIMITES DA RAZÃO
111.2.1 O que posso conhecer
121.2.1.1 A sensibilidade e a intuição: 1.2.1.1.1 Espaço e Tempo: as condições a priori da experiência
131.2.1.2 O entendimento e as suas categorias
141.2.2 O que posso pensar: 1.2.2.1 A busca do incondicionado e a ideia de totalidade
151.3 O ESTADO DE NATUREZA, UMA IDEIA
16CAPÍTULO 2. A CONSTRUÇÃO DO MUNDO MORAL
172.1 NATUREZA E LIBERDADE, AS CAUSAS NO MUNDO
182.1.1 A ideia cosmológica
192.1.2 As séries no tempo
202.1.3 A terceira antinomia da razão
212.2 A IDEIA COSMOLÓGICA DE MUNDO
222.2.1 O mundo: uma ideia e um ideal
232.2.2 O Opus Postumum
242.2.3 O sistema do mundo: 2.2.3.1 A ideia de um mundo moral
25CAPITULO 3. HISTÓRIA, PROGRESSO E GÊNERO HUMANO
263.1 Filosofia da história ou história filosófica
273.1.1 O arquiteto do progresso
283.1.2 Os progressos possíveis: 3.1.2.1 Fim último e fim terminal
293.2 PROGRESSO E GÊNERO HUMANO
303.2.1 O egoísmo e suas facetas
313.2.1.1 A paixão pela liberdade: 3.2.1.1.1 Aspectos da liberdade como uma paixão
323.2.2 As disposições do gênero humano
333.2.2.1 O início do trajeto: umas simples ideia
343.2.2.2 O caráter da espécie: suas disposições
353.2.2.2.1 O primeiro estágio das disposições naturais do gênero humano
363.2.2.2.2 A disposição técnica: o início do conflito e do progresso
373.2.2.2.3 A sociável insociabilidade: do antagonismo ao progresso
383.3 HISTÓRIA, MUNDO E GÊNERO HUMANO
39CAPÍTULO 4. A SAÍDA DO ESTADO DE NATUREZA: A CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL
404.1 O ESTADO DE NATUREZA JURÍDICO
414.1.1 O direito inato: a liberdade e suas variações: 4.1.1.1 Os direitos inatos em espécie
424.1.2 O meu e o teu anterior ao Estado
434.1.2.1 A posse comunitária originária: 4.1.2.1.1 O casamento como posse e relação civil
444.1.2.2 Direito e coerção
454.1.3 Justiça, Direito e estado de natureza
464.1.4 Os estados possíveis do Direito: 4.1.4.1 A passagem do Direito Privado para o Direito Público: o contrato originário
474.1.5 Revolução, reforma e estado de natureza: 4.1.5.1 Educação como processo de reforma e evolução
484.1.6 O estado de natureza e o direito internacional
49CONCLUSÃO