
Length5h 13m
About this audiobook
Escrito originalmente em dialeto toscano, dialeto popular semelhante ao italiano atual, e não em latim como fazia-se comum à época, trata-se de um poema articulado por trilogias, entre elas as formadas por Razão - Humano - Fé, Onça - Leão - Loba, Pai - - Espirito Santo; e com final feliz segundo sugerido pelo próprio nome. À época em que Dante escreveu o poema os textos eram separados entre Comédia, obras dotadas de finais felizes, e Tragédias, com finais contrastantes aos das Comédias. Não há registo da data exata em que foi escrita, mas as opiniões mais reconhecidas asseguram que o Inferno pode ter sido composto entre 1304 e 1307-1308, o Purgatório de 1307-1308 a 1313-1314 e, por último, o Paraíso, de 1313-1314 a 1321. Cada uma das três partes do poema (Inferno, Purgatório e Paraíso) está dividida em cantos, compostos de tercetos. A composição do poema é baseada no simbolismo do número 3, que remete à Santíssima Trindade, ao triângulo, assim como ao equilíbrio e à estabilidade, em algumas culturas. Possui três personagens principais: Dante, que personifica o homem; Beatriz, que personifica a fé; e Virgílio, que personifica a razão. Cada estrofe tem três versos e cada uma de suas três partes contém 33 cantos. Os três livros que compõem a Divina Comédia são divididos em 33 cantos, possuindo o Inferno um canto a mais que serve de introdução ao poema, em um total de 100 cantos e 14.230 versos hendecassílabos em terza rima [1]. Os lugares de cada livro (o inferno, o purgatório e o paraíso) são divididos em nove círculos cada, formando no total 27 (por sua vez, o número 3 elevado à terceira potência). Os três livros rimam no último verso, pois terminam com a mesma palavra: stelle, que significa estrelas .
Audiobook details
GenreSpirituality and Religion
Length5 hrs 13 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 5, 2016
LanguagePortuguese
Table of contents
1Dante Alighieri
2136 Move-se o Vate então, após o sigo.
3CANTO II
4108 Que ao mar não corre, por mortal espanto?” —
5142 Pelo caminho entrei alto e silvestre.
Show all chaptersShow less
630 Areais por tufão atormentados.
748 Que invejam de outros toda e qualquer sorte.
8origem 105 Da origem sua, os pais de quem nasceram.
9CANTO IV
1012 Não distinguia no antro temeroso.
11distantes.
12151 Chegados somos onde luz não brilha.
13142 E tombei, como tomba corpo morto.
14CANTO VI
1512 No chão caindo infeto odor faziam.
1669 Que esforça alguém, que aos dois faz bom semblante.
17115 Ali’stá Pluto, o nosso grande imigo.
1830 “Por que tens?” “Por que empurras loucamente?”
19130 E junto de uma torre alfim chegando.
2045 Quem tão altivo te gerou e honesto!
21130 Abrir quem pode esta cidade ímpia”. —
22CANTO IX
2330 Sei o caminho: esforça-te, ó querido!
24133 Passamos entre o muro e os padecentes.
25CANTO X
269 A que nem guarda, nem defesa assiste?” —
2727 A que fora eu talvez assaz molesto”. —
2884 Em cada lei, que desse povo emana” —
2999 Que a natureza a sua origem prende
30115 E, além, a rocha está passagem dando”. —
3145 O ramo, e, entanto, o horror no peito cala.
32102 Causam-lhe dor, que rompe em voz plangente.
33exalas 138 Por golpes tantos, de que estás coberto?” —
34CANTO XV
35torvado.
36CANTO XVI
37108 De pêlo em malhas várias repartido.
38136 Subindo, encolhe as pernas, tende os braços.
39“prosseguida” —
40Sabe que à sestra mão Vitaliano, 69 Vizinho meu terá condigna sela.
4187 Somente ao ver lugar fresco, assombrado
42136 Sumiu-se como seta disparada.
439 Reparte-se em dez cavas o seu fundo.
4466 Mulher não há que vendas impudente!” —
45105 Com suas próprias mãos se arrepelava.
46136 Mas vamos: temos visto em demasia”. —
47133 De lá foi-me outro val descortinado.
48malvado 30 Do que esse, que ternura por maus sente?
4969 Possuem de benzer juro divino.
50130 Assim falando, a passo igual seguia.