
Length46m
About this audiobook
Dos Socovões da Alma Dos socovões da alma... Um amigo, em um dia cinzento de inverno sul paraense, ou, para ser mais exato, um dia de inverno redencense, deu-me, ou melhor, me sugeriu este lindo título. Passados algum tempo ele novamente lembrou-me: e o livro? Não vai sair? Realmente, caríssimo leitor, o tempo urge, mas é necessário que saibamos a hora certa, o momento adequado, o instante propício para lidarmos com ele. E este momento em que me coloco à frente de ti, leitor, e o presenteio com este livro é o tempo aceitável para que o "...dos socovões da alma" saia, de fato, do plano das ideias e passe para a finitude da leitura. Hoje, finalmente, posso dizer ao meu amigo que o livro está findo, que a ideia de título passou a concretude de livro. Confesso, infinitas dúvidas pairaram em minha cabeça acerca do que eu pudesse querer com o livro (é bem provável que tu, leitor, me ache um tanto presunçoso quando digo: "do que eu pudesse querer com o livro", pois isto soa um tanto egoístico). Mas um livro de poesia é feito, primeiramente para o próprio deleite do poeta, depois é que o leitor toma conhecimento, toma gosto, ou, como em alguns casos, toma raiva e desprezo. Portanto, caríssimo leitor, dentre as muitas dúvidas que fervilhavam em minha alma estavam: O que quero e posso fazer? Que estrutura poética darei? Que tipo de versificação? Tudo isto, misturado ao caldo (próprio e conhecido) de minha inquietação existencial, deu no que deu... um livro que, além de palavras, fala do silêncio da vida, dos socovões da alma, de lugares menos explorados, menos conhecidos e, invariavelmente, menos requisitados. Assim nasceu "...dos socovões da alma", de uma brincadeira em uma tarde cinzenta de inverno. Um dia em que dois amigos, sem nada fazer, ou melhor, sem nada querer, na mais completa "ociosidade fraternal", cúmplices no gosto e no trato poético, sem dar a menor importância à rudeza do tempo, escolheram olhar a vida passar pela janela dos dias. E, num rompante criativo, um ao outro disse: faz-se necessário que se crie algo que nasça da obscuridade que vem dos socovões da alma. E assim nasceu o livro, ou melhor, me foi sugerido uma hipotética gravidez. E somente agora, caríssimo leitor, depois de quase um ano, o pari. Por isto hoje eu te conclamo, ou melhor, eu jogo sobre ti a responsabilidade de também criá-lo, de tê-lo como filho, de amamentá-lo com tuas conclusões, de acariciá-lo com tuas mãos, e por que não, de puni-lo (quando falo em punição, falo, naturalmente, de correção aceitável, e não de castigo cruel e desumano). "...dos socovões da alma" nasceu, cresceu e foi posto ao mundo sob um único pretexto: de mostrar às pessoas que a vida é mais simples do que se supõe. Que a vida ainda tem coisas a deslumbrar. E, principalmente, que a alma é um esconderijo em que todos querem estar, em que todos querem conhecer, e da qual, todos querem falar. De bem ou de mal. Neste livro eu procurei falar apenas das coisas boas, de recordo, das vivências, das esperanças do futuro e também dos cansaços do presente. Cada um, eu, tu leitor, e tantos outros homens e mulheres que habitam esta baixa terra escolhem os amigos que tem, ou que querem ter. Não sei por onde anda, neste momento, o amigo que me deu o título deste livro. Não sei se escreve, se sonha, se ama ou se apenas usa do vitupério da vida para odiar os processos naturais da vida. O que sei é que ele fez morada em meu coração e deixou marcas indeléveis em minha alma. O certo é que, desde que este amigo me deixou e foi "vadiar" (como ele costuma dizer) por algum canto deste mundo, ou melhor, para ser sincero e dar veracidade aos fatos, por algum canto do Tocantins, uma verdade perdurou em minha vida: uma pessoa, mesmo se conhecendo pouco acerca dela, pode nos completar de maneira inexplicável e imponderavelmente. "...
Audiobook details
GenreScience and Nature, Poetry
Length46 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateJul 5, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1...DOS SOCOVÕES DA ALMA
2APRESENTAÇÃO
3Tudo
4O autor
5Não abro meu peito à incertezas ou à dúvidas.
Mostrar todos os capítulosVer menos
6de ser, eu mesmo, sabedor de meus próprios desejos.
7De mim mesmo eu seja conhecedor.
8Deu-me a vida, ansiedade
9Parece-te que as algibeiras da vida não desesesperança-me de vida?
10O feixe de luz que se expande à vida
11Evidências de um dia de sol.
12em sua tentação de mar?
13Pode ainda?
14Descerá insatisfeita através de cordéis e de mil labirintos.
15Qual fosse eixo perdido, elo que se desloca rumo ao caos.
16indícios de um novo viver.
17A fuga, os olhos, a brisa, a neblina.
18Contenções, oblações e testemunhos.
19Até que eu mesmo me feche
20Até que o fluir d’alma seja, de fato, mais que injuriosas palavras.
21(sobressaltado ou não) será de ti mesmo conhecido?
22Teu nascedouro terreno em manjedoura universal?
23da vida ou a desconstrução da morte?
24Que farás tu?
25De onde jubilará as novas intenções de vida e de amor.
26Sei da aflição, notável, que seguem os labirintos.
27Na domesticação da vida
28Confio tanto em mim quanto em ti.
29O acréscimo da terra tem cheiro de vida.
30Sete vigas; sete ramas; sete estrelos; sete arranjos.
31o sinal.
32A rua me traz tolerante silêncio.
33A minha alma é colheita de pássaros e semente de aurora.
34A minha alma é feita de arabescos e de emaranhados cipós.
35De casa e de pranto meu peito está cheio.
36Não percebe
37A dar nossas mãos às tarefas que se esgotam;
38Quando nasci o dia ocultou-me de seus rebanho de sangue.
39e de perplexidade no olhar) parece pequena, oblíqua, sufocada.
40Quero viver mais uma vez o azul da vida.
41Licenciar-me da suscetível dor que nutre meus ossos nas frias madrugadas.
42Ter esperanças de abraços sem avizinhar-me dos afiados punhais.
43Queria não deprimir-me com a chuva serôdia que cai como manto.
44Um dia onde eu pudesse expressar meus escusos sentimentos .
45Um dia
46Um dia em que a esquadrinhação da vida
47Um dia
48Um dia, somente um dia de sol.
49É mais inadequado que a ave pelo voo noturno.
50É acesso, começo e fim.