
Discursividade Jornalística
O Acontecimento, a Semiose e o DogmaBy Marcos Reche ÁvilaLength5h 28m
About this audiobook
O jornalismo tem como solidificação de sua base as premissas da neutralidade, da imparcialidade e do compromisso com o público (no sentido de pessoas enquanto cidadãos). Será que o ser humano, seja por natureza ou desenvolvimento social, possui a capacidade de desenvolver essas ferramentas para se tornar neutro ou imparcial? Nossos valores são sociais, ou seja, a natureza deles se mostra por meio da interação entre os indivíduos. A palavra indivíduo vem da conjugação de palavras equivalentes a não e divisível, sendo, então, o âmbito do individual aquele em que não se divide ou compartilha algo. A palavra social vem da ideia de associação, o que simplesmente descreve aquilo da natureza do animal em âmbito coletivo. Somos indivíduos sociais? Como nossas relações afetam a maneira como vemos o mundo e lidamos com ele? O objeto diante de nós se mostra por nossa racionalidade (razão) e nossas ações em relação a ele (objetivos) ou nós construímos uma perspectiva sobre o objeto diante de nós? O dogma é visto como essencial às religiões que creem na visão única, popularmente chamado de grande verdade ou a única verdade. Aquilo que se diz por meio do jornalismo vem de uma matriz mais dogmática ou de uma matriz mais perspectivista? Este texto foi escrito baseado na minha inquietação em relação a questionamentos como os acima.
Audiobook details
GenreOther
Length5 hrs 28 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 20, 2026
LanguagePortuguese
Table of contents
1AGRADECIMENTOS
2PREFÁCIO A UM CAMINHO INFERENCIAL SOBRE O JORNALISMO
3INTRODUÇÃO
41 CAMINHOS E PENSAMENTOS
5Pesquisa: a dúvida, as constatações e a ciência
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6Semiosis social e huellas
7Inferências e a lógica de raciocínio
82 MANUAL OU MITOLOGIA?
93 OS ENTENDIMENTOS DE DISCURSO E DIÁLOGO PARA A REALIZAÇÃO DA ANÁLISE
10Texto e enunciação na linguagem jornalística
11Enunciado
12Produção do discurso
13Exclusão, direito de dizer, poder e desejo no discurso:
14O verdadeiro e o falso:
15Vontade de verdade
16Vontade de verdade e poder de coerção
17Conclusões de Foucault sobre a vontade de verdade no discurso
18Procedimentos internos do discurso
19O Autor
20Comunicação, sistemas de restrição e rituais
21O sujeito fundante
22Experiência originária: apenas uma leitura do mundo
23Mediação universal: especulação, logofobia e temor
24Princípios do discurso: inversão, descontinuidade, especificidade, exterioridade
25Instante e sujeito
26Sistematicidades descontínuas, o acaso e o pensamento
27Regularidade e coerção
28Crítica e genealogia do discurso
29Dialogismo
30Estilo
31Intertextualidade
32Terceiro conceito de dialogismo
33Gêneros do discurso
344 A ANÁLISE: DIÁLOGOS, FRAGMENTOS DISCURSIVOS E OS DOGMAS
354.2 Os discursos e diálogos que abriram portas para a instauração do regime militar
364.2.1 O Estado de S. Paulo ou Estadão
374.2.2 Jornal do Brasil
38CONSIDERAÇÕES FINAIS
39Biografia do autor