A Via

By Thales Do Nascimento
Listen with Sir Michael Caine™ and 1,000+ voices
Length2h

About this audiobook

Um caminho enriquecido de sensações e valores. Nos permitindo uma maior reflexão acerca dos acontecimentos proporcionados. Relevando aspectos comuns. Num simples trajeto de vida, a obra se amolda ao descrito. Com fidelidade ao exposto, apresento mais um novo feito.

Audiobook details

GenrePhilosophy, Self-Help
Length2 hrs
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateJan 28, 2025
LanguagePortuguese

Table of contents

1Introduction
2Bonifácio
3Numa cidade pequena, na qual o sol incide com muita intensidade e de forma muito forte, o calor dominava de uma forma incomum, Maria trabalhava sob esta temperatura exaustiva nas lavouras. Um vilarejo, aonde havia predominância de zona rural.
4Não se incomodava com tanto calor, pois estava acostumada desde pequena com o clima local. O que lhe desconfortava era não zelar pela saúde do seu filho. Ela carregava no ventre um bebê cujo o tempo de concepção era de seis meses.
5A década era remota e isso se destacava pela assiduidade de trabalho nos campos. Em 1940, notava-se o serviço braçal de alguém tão dedicada ao seu ofício.
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6O latifundiário, patrão de Maria, pagava bem os seus serviçais, incluindo ela. Sendo mais um motivo de que trabalhasse com muito esmero. O cultivo do café era uma marca muito forte da sua época. Exigia um labor de grande carga, porém a jovem não fugia dos seus afazeres.
7Além da sua dedicação, sua personalidade desencadeava um direcionamento de um comprometimento rígido com o trabalho. Se apresentava como uma pessoa séria, daquelas que tinham um humor bem inflexível. E, logicamente, não se perfazia em uma pessoa muito extrovertida. Apenas utilizava a comunicação como um meio essencial.
8A cidade de Jequié, conhecida como terra do sol, aonde Maria habitava, costumava gerar cidadãos comprometidos com o labor. Também se notava cidadãos em que viviam de muita boêmia, dependentes do álcool, consolidando as poucas opções de entretenimentos oferecidas.
9A mãe do bebê que estava prestes a nascer, incorreria em um parto muito natural. Devido aos poucos recursos tecnológicos ofertados pela temporalidade em que vivia. Ou seja, o nascimento do seu filho não seria através do parto cesariana.
10Nem tampouco vislumbraria dar à luz em um hospital. O comum era o parto fora do ambiente hospitalar e ela sabia disso. Não almejava nada fora desses padrões, apenas tinha o receio de não ser cuidada da devida forma. A sua vontade de que aquele menino viesse com uma boa saúde se transformou em um objetivo, como é comum para todas as mães.
11Portanto, ela se licenciou do ofício, uma concessão do seu patrão. José era um homem muito solidário, tratava bem os seus empregados desde que cumprisse com o planejado. Divergia muito dos latifundiários de 1940, pois estes tinham as características de serem exploradores e não obtinham a solidariedade.
12O patrão era herdeiro de uma grande porção de terras produtivas agrícolas, na Bahia, e conseguia manter o bom negócio. Um dom de família, comprovado pela sua capacidade regente. Um dócil homem à frente dos negócios em que se tratava da mão-de-obra de trabalhadores braçais.
13José observava o andamento dos seus negócios de perto e principalmente dos seus subordinados laborais. Possuía um carinho especial por Maria, pois sabia que ela trabalhava com dedicação e era uma pessoa com muitas qualidades. Assim o homem valorizava não somente a futura mãe, mas todos os seus empregados.
14Dessa forma, destinou que Maria ficasse no seu estabelecimento, sob vigilância. Cuidou de sua serviçal, para ser acompanhada por duas mulheres, ambas conhecidas como parteiras. Mulheres em que auxiliavam no nascimento de novos seres humanos.
15O estabelecimento era uma luxuosa casa, bastante espaçosa, demonstrando o poderio econômico do latifundiário. A estrutura colonial se perfazia como uma grande característica daquele local. Os trabalhadores moravam em outra unidade da sua fazenda.
16Maria foi muito bem acomodada e sabia disso. Ela também gostava do seu patrão, não reclamava da vida que tinha. Um contentamento de um labor árduo, mas sabendo que todo trabalho é digno. Isso alegrava sua vida, mesmo não mostrando ou compartilhando sua alegria com os mais próximos.
17A trabalhadora não possuía planos de sair daquele local de trabalho. Pensava que criaria o seu filho naquele meio e ele se tornaria mais um fidedigno das lavouras. Uma visão restrita de crescimento, como aqueles mais pobres vislumbravam naquela época. Sabiam que não mudariam muito o seu cotidiano, mesmo com intenção de fazer isto.
18Mediante toda a acomodação, muito honrosa, quando comparada as condições daquela classe específica, a trabalhadora sentiu a bolsa romper e procurou ajuda, sendo atendida.
19As duas mulheres, encontradas na lavoura, fizeram um parto impecável, apesar de não tratar de serem médicas. Elas tinham um aprendizado e experiência que lhe permitiam proporcionar chegadas de novos seres ao mundo, com extrema facilidade.
20Bonifácio, chegou ao planeta. E sua mãe tinha uma alegria enorme em receber o seu novo menino. Uma emoção comum, para a maioria das mães, porém incomum em razão de Maria. Pois, o seu primeiro filho nasceu. E sendo o primeiro, se transformava em uma sensação peculiar.
21O menino não apresentava problemas algum. O que impedia qualquer tipo de tristeza, por parte de Maria. Sendo uma grande preocupação dela, aquele ser viesse em perfeitas condições de saúde. Também foi notado o seu estado puerperal sem muitas alterações.
22O pequeno apresentava traços semelhantes ao de sua mãe. Seu pai, ninguém sabia quem era. Apenas foi fruto de uma relação esporádica com quem Maria não se lembrava ao certo quem gerou aquela criança. Ela desconfiava de três homens em que se relacionou, durante cerca de três meses. Aquele foi o período em que obteve mais relacionamentos.
23A moça, não possuía o costume de namorar muito. Quando isso aconteceu com frequência, resultou no nascimento de Bonifácio. Foi como um acontecimento imprevisto, pelo lado do amor e pela falta de cuidado de prevenção. Vale salientar, os meios de cuidado, com o intuito de não engravidar, ainda eram meios precários. O coito interrompido se destacava como o mais eficaz.
24José, logo após o nascimento do menino, providenciou uma boa acomodação ao bebê. Isso provava o quanto ele gostava de Maria e também apontava o seu coração generoso. Qualidades que podem ser consideradas raras, em virtude de um tomador de serviços, perante ao que representava naquela sociedade.
25O nascimento de Bonifácio foi inesperado tanto no planejamento, quanto a sua acomodação. Agora, restava saber a via em que o mais novo menino de Maria percorreria.Dedicação
26Respeito
27Paixão
28Gratidão
29Tristeza
Crime E CastigoFiodor Dostoievski25h 12m4.4 (1.3M)$6 · $0.00
Sobre a éticaArthur Schopenhauer11h 9m4.3 (2.4K)$8 · $0.00
​Sobre a utilidade e a desvantagem da história para a vidaFriedrich Nietzsche4h 59m4.3 (16.6K)$8 · $0.00
Pecar e perdoarLeandro Karnal7h 57m4.4 (374)$8 · $0.00
Sobre a liberdadeStuart Mill8h 7m4.3 (4.9K)$8 · $0.00
Vita contemplativa ou sobre a inatividadeByung-Chul Han3h 18m4.2 (2.1K)$10 · $0.00
A RepúblicaPlatão24h 6m4.1 (271.6K)$6 · $0.00
A Arte PoéticaAristóteles2h 45m4.1 (46.5K)$6 · $0.00
O PríncipeNiccolò Machiavelli5h 5m4.0 (464.4K)$6 · $0.00
Dissertação sobre as paixõesDavid Hume3h 5m4.3 (145)$6 · $0.00
Homo Sapiens Teknelogo - A Superficial Condição HumanaAna Paula Pinho9h 43m$17 · $0.00
Conversas sobre política para todos os temposRubem Alves3h 37m$4 · $0.00
Além Do Bem E Do MalFriedrich Nietzsche7h 26m4.2 (254.4K)$6 · $0.00
Sociedade do cansaçoByung-Chul Han2h 22m4.1 (51.2K)$6 · $0.00
Assim Falou ZaratustraFriedrich Nietzsche13h 32m4.1 (214.6K)$6 · $0.00
InfocraciaByung-Chul Han2h 3m4.1 (4K)$7 · $0.00
Falando sobre DeusByung-Chul Han2h 49m4.4 (36)$12 · $0.00
Ética – Edição bilíngueBaruch de Espinosa (Spinoza)19h 22m4.7 (2.1K)$13.99 · $0.00
Vocabulário de Foucault (Edição revista e ampliada)Edgardo Castro29h 47m4.7 (497)$12.99 · $0.00
Mulheres e caça às bruxasSilvia Federici3h 26m4.6 (4.6K)$5 · $0.00
Vencendo gigantesHernandes Dias Lopes2h 35m4.7 (2.5K)$6 · $0.00
A força de ser altamente sensívelMeritxell Garcia Roig8h 17m4.8 (107)$8
⁠A fórmula da repetição: como construir hábitos duradourosBeatriz Camacho3h 6m4.6 (1.3K)$3 · $0.00
Como amar a si mesma com a sabedoria de Louise HayLouise Hay7h 20m4.6 (1.3K)$6 · $0.00
SilêncioThich Nhat Hanh4h 8m4.4 (4.4K)$7 · $0.00
Todo dia é um dia especialMax Lucado4h 17m4.4 (1.9K)$5 · $0.00
A sabedoria da vida (traduzido)Arthur Schopenhauer4h 12m4.4 (5.2K)$4.60 · $0.00
A arte de falar em público (traduzido)DALE CARNEGIE18h 36m4.4 (2.8K)$4.60 · $0.00
Pense e EnriqueçaNapoleon Hill11h 3m4.2 (70.1K)$20 · $0.00
Não aguento mais não aguentar maisAnne Helen Petersen11h 22m4.2 (3.4K)$9 · $0.00
Crianças resilientesTovah P. Klein10h 23m4.3 (282)$11 · $0.00
A Arte da Guerra (traduzido)Sun Tsu5h 53m4.1 (707.7K)$4.70 · $0.00
IndomávelGlennon Doyle10h 17m4.1 (605.4K)$8 · $0.00
Se abrindo pra vidaZíbia Gasparetto12h 33m4.3 (281)$4 · $0.00
Micro-hábitosB.J. Fogg12h 25m4.1 (16.9K)$9 · $0.00
Palavras mágicasJonah Berger7h 59m4.1 (3.5K)$10 · $0.00
21 dias para curar sua vidaLouise Hay4h4.3 (4.3K)$6 · $0.00
Os ensaios de Arthur Schopenhauer (traduzido)Arthur Schopenhauer4h 54m4.5 (120)$4.60 · $0.00
Mentes tranquilas, almas felizesJoyce Meyer6h 26m4.8 (1.1K)$5 · $0.00
A parte que fica: conversando sobre lutosDenise Flaibam2h 44m4.8 (243)$3 · $0.00

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