
Práticas mortuárias de grupos de línguas Tupi-Guarani
análise de contextos das regiões do Paranapanema e alto ParanáBy Mariana Alves Pereira CristanteLength10h 6m
About this audiobook
A Arqueologia é uma ciência que se propõe a uma tarefa ousada e difícil: tentar fazer os mortos falarem. Ela é a análise dos vestígios deixados por grupos que viveram em certa área. As práticas mortuárias fazem parte disso. Trazemos um levantamento de vários lugares dos mortos que a Arqueologia considera como Tupinambá e Guarani de regiões que hoje fazem parte dos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Também fizemos um compêndio de gestos e práticas em relação aos mortos, a partir da leitura de fontes etno-históricas e da análise de contextos arqueológicos escavados ao longo de quatro décadas. Isso nos permitiu construir um quadro de onde, quando e como certos grupos sepultavam seus mortos, o que não apenas traz à tona uma rica e complexa relação entre vivos e mortos, como também nos possibilita saber onde esses grupos habitaram antes da chegada dos colonizadores europeus, quais as semelhanças e diferenças entre eles no tocante às práticas mortuárias e como essas práticas se mantiveram e se alteraram com o tempo. O objetivo principal desse estudo é trazer à tona esse aspecto fundamental da vida, que é a morte, para tentar fazer os mortos falarem e nos contarem o quanto as culturas indígenas do Brasil são ricas e podem ter muito a nos ensinar, e que, longe de serem coisa do passado, são um presente que precisamos conhecer melhor e nos aprofundar em seu universo, para que assim possamos dar a elas o devido valor e respeito.
Audiobook details
GenreHistory
Length10 hrs 6 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 1, 2022
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
36Análise de fontes primárias e secundárias
2INTRODUÇÃO
37Discussão
3CAPÍTULO I A REGIÃO
38CAPÍTULO V AS ANÁLISES
4Área de pesquisa e recorte
39Os sítios principais e secundários
5As pesquisas arqueológicas nos contextos analisados
40Aspectos gerais: sítios Tupinambá e Guarani
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6Bacia do rio Paranapanema
41Características e áreas de implantação dos sítios
7Lado paranaense
42Cronologia
8Lado paulista
43Análise do material cerâmico e marcas de uso
9Região do Alto Paraná
44Variabilidade morfológica
10O estado de São Paulo: um mosaico de confluências
45Marcas de uso
11Breve levantamento etnohistórico para as regiões do Paranapanema e Alto Paraná
46Análise da espacialidade funerária entre os sítios Tupinambá e Guarani
12CAPÍTULO II ASPECTOS TEÓRICOS
47Os contextos funerários
13Uma arqueologia dos vivos através da morte
48A espacialidade entre os contextos no sítio
14Síntese histórica dos estudos sobre contextos funerários
49Análise dos remanescentes humanos
15Definindo conceitos
50Os outros sítios com contextos funerários Guarani e Tupinambá
16Gestos funerários
51Sítios Tupinambá
17Acompanhamentos funerários
52Sítios de Araruama (Rio de Janeiro)
18O corpo como artefato
53Sítios e coleções do noroeste de São Paulo
19Gestos pós-funerários
54Ocorrência do município de Salto (SP)
20Os processos do sepultamento
55Sítios Guarani
21A mudança diacrônica nas práticas mortuárias
56Sítios do Baixo Paranapanema e Alto Paraná (São Paulo e Mato Grosso do Sul)
22Análise espacial de contextos funerários
57Sítio da região de Itaipu - PR FI 148 (Caranguejeiras)
23As cerâmicas funerárias
58Sítios sem classificação em Tupinambá e Guarani
24A variabilidade dos artefatos funerários
59Discussão: as continuidades e descontinuidades dos Guarani e Tupinambá
25Análise das marcas de uso das vasilhas funerárias Tupi-Guarani
60CAPÍTULO VI CONCLUSÕES
26Ética no estudo de contextos funerários
61Os grupos Guarani e Tupinambá da região do Paranapanema
27CAPÍTULO III MÉTODOS
62Contextos funerários Tupinambá e Guarani: possibilidades e problemas interpretativos
28Entendendo a variabilidade: análise multidimensional dos sepultamentos
63Gestos pós-funerários, sepultamentos secundários e a importância dos mortos
29Análise do material cerâmico
64“Urnas funerárias”
30Análise dos remanescentes humanos
65O padrão funerário Tupi: algumas considerações
31CAPÍTULO IV OS TUPI-GUARANI E A MORTE
66Contextos funerários, mudanças diacrônicas e materialidade
32A arqueologia de grupos Tupi-Guarani: questões pertinentes
67CONSIDERAÇÕES FINAIS
33Pesquisas e abordagens teóricas sobre a morte Tupi-Guarani e as urnas funerárias
68ANEXOS
34Práticas funerárias de grupos Tupi de regiões ao sul do Brasil: o que dizem as fontes etnohistóricas
69Anexo A: Ficha de Análise de Material Cerâmico
35Analogias etnográficas
70Anexo B: Inventário ósseo e dentário dos indivíduos analisados na dissertação e fichas de diagnóstico de sexo e idade preenchidas