
O Tempo na Filosofia de Heidegger e Husserl
2ª ediçãoBy Bruno Alves MacedoLength10h
About this audiobook
Esta pesquisa examina como Martin Heidegger e Edmund Husserl compreendem o tempo. O objetivo é mostrar como o tempo é central para a obra desses filósofos e explorar o vínculo fenomenológico entre eles. O texto segue a seguinte estrutura: inicialmente, apresenta-se o contexto do debate em que a fenomenologia surgiu, destacando as primeiras ideias sobre o modelo retencional do tempo em William James e Franz Brentano. Em seguida, aborda-se o desenvolvimento da fenomenologia em Husserl, com foco na análise da estrutura da consciência intencional.
Depois, examina-se a tese de Husserl sobre o tempo, dividida em três níveis: transcendente, imanente e formal. Na sequência, analisa-se a fenomenologia hermenêutica de Heidegger, que entende a existência como preocupação (Sorge) e propõe a temporalidade estática a priori como base para o sentido da existência.
Concluídas essas etapas, percebe-se que tanto Heidegger quanto Husserl veem os fenômenos em suas modalidades (das Objekt im Wie), e não como objetos independentes. Essa característica modal aponta para a temporalidade, que não é um fenômeno em si, mas a origem das possibilidades dos fenômenos. Por fim, entende-se que o tempo, como indicação formal, está alinhado com a estrutura do método fenomenológico. Em essência, a temporalidade é a base primordial que constitui o tempo e os fenômenos.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length10 hrs
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateFeb 20, 2025
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
245.1.2 Entendimento de ser
2INTRODUÇÃO
255.2 ONTOLOGIA E FENOMENOLOGIA: 5.2.1 Tempo e temporalidade
31.1 O TEMA DA PESQUISA E SEUS OBJETIVOS: 1.1.2 Percurso e método da investigação
265.3 O SER DA EXISTÊNCIA COMO PREOCUPAÇÃO (SORGE)
4PRIMEIRA PARTE CONSCIÊNCIA
275.4 SER PARA A MORTE
52. O MODELO RETENCIONAL DO TEMPO
286. A TEMPORALIDADE (ZEITLICHKEIT) DA EXISTÊNCIA
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62.1 WILLIAM JAMES: 2.1.1 Sobreposição de processos cerebrais
296.1 O PARÁGRAFO 65 DE SER E TEMPO
72.2 FRANZ BRENTANO: 2.2.1 Modus recto e modus obliquus
306.1.1 A finitude do tempo originário
83. A FENOMENOLOGIA DE EDMUND HUSSERL
316.1.2 O entendimento de ser e seu caráter futuro
93.1 A FENOMENOLOGIA E SUA ORIGEM NAS INVESTIGAÇÕES LÓGICAS: 3.1.1 Addendum: A fenomenologia reeditada em Ideias I.
326.1.3 A interpretação temporal do Dasein
103.2 A INTENCIONALIDADE DA CONSCIÊNCIA NA FENOMENOLOGIA
336.1.4 O princípio da possibilidade e retrorreferência em Heidegger
113.3 ATO, CONTEÚDO E OBJETO
346.2 COTIDIANIDADE
123.4 O CONCEITO DE REPRESENTAÇÃO (VORSTELLUNG)
356.3 DO TEMPO ORIGINÁRIO AO TEMPO VULGAR
134. FENOMENOLOGIA DA CONSCIÊNCIA INTERNA DO TEMPO
366.3.1 O tempo-do-mundo (Weltzeit)
144.1 A CRÍTICA DE HUSSERL À TESE DE BRENTANO
376.3.2 O tempo vulgar, ou o tempo-do-agora (Jetzt-Zeit)
154.2 O MODELO RETENCIONAL FENOMENOLÓGICO DE HUSSERL
387. CONSIDERAÇÕES FINAIS
164.3 O FLUXO DE CONSCIÊNCIA: 4.3.1 O princípio da possibilidade e retrorreferência em Husserl
397.1 CONSIDERAÇÕES TEMPORAIS SOBRE BRENTANO, JAMES, HUSSERL E HEIDEGGER
174.4 O FLUXO COMO FORMA
407.1.1 A orientação aristotélica da tese de Brentano
184.5 O PRESENTE ESPECIOSO (PRÄSENZZEIT): JAMES, BRENTANO E HUSSERL
417.1.2 A orientação psico-física de William James
194.6 A RECEPÇÃO DA FENOMENOLOGIA PELA NEUROCIÊNCIA
427.1.3 A ausência de uma metafísica da presença em Husserl
20SEGUNDA PARTE EXISTÊNCIA
437.1.4 A ausência de musicalidade em Ser e Tempo
215. A HERMENÊUTICA DE MARTIN HEIDEGGER
447.1.5 Duração e sucessão em Ser e Tempo
225.1 HERMENÊUTICA DA FACTICIDADE
457.2 A FENOMENOLOGIA: 7.2.1 O princípio da possibilidade e retrorreferência
235.1.1 Addendum: de Husserl a Heidegger
467.3 O TEMPO