
Length4h 2m
About this audiobook
Na década de 70 muitas famílias saem do nordeste para o estado de São Paulo com o objetivo de melhorar de vida e fugir da seca que assolava a região. Paulo Daniel com o nome fictício de Juca narra a saga de sua numerosa família nas terras do sul. Como todo adolescente ele sonhava com uma vida melhor e teve que abandonar os estudos para trabalhar nas roças de outros para ajudar sua família. Tinha seus medos, suas expectativas e suas frustrações e decepções. O livro narrará também a perseverança de uma família que não se acomodou e sim buscou outros meios e com sua fé e coragem fez seu próprio destino sempre tendo em Deus seu principal alicerce. Essa talvez seja parecida com a história de muitas famílias brasileiras.
Audiobook details
GenreBiography and Memoir, Children's Literature
Length4 hrs 2 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 25, 2013
LanguagePortuguese
Table of contents
1PAULO TORRES
2Introdução
3Terra boa. Fazenda grande. Oitenta mil pés de café.
4Era noite fechada quando chegamos à rodoviária.
5Capitulo II
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6O carro deu partida logo dobramos uma esquina e dois minutos
7_ Bença tia.
8Elizabete. Duas crianças, Adelmo e Nativa.
9Minha mãe ensaiou um sorriso sem graça. Depois fiquei
10Só que aquela riqueza não ia para quem realmente produzia, ia
11Pegava centena de alqueires de terra para desmatar e formar
12casa iam quatro litros todo dia, mas era pago na quinzena. Meu
13morrido. _Concluiu ela.
14Mês de setembro e meu pai não esquecia a idéia de sair
15Meu pai voltou logo e apressado.
16Meu pai fazia as contas: Dinheirinho certo todo mês.
17_ É mesmo? _ Admirou-se Maria. _ Nós vamos a pé?
18_ Claro que falo sério.
19_ O que está havendo?
20Na segunda feira ao amanhecer o dia, o fiscal passou lá
21Meu irmão viajou naquele mesmo dia. Era complicado.
22Chegamos da roça e havia um bilhete para Albina. Era uma
23Nós plantamos essa terra toda de enxada, enquanto
24brejo para nós.
25Coroados, Clementina, Braúna, mais próxima ainda alguns
26Como eu estava falando minha mãe foi à Bilac com as
27Deu trabalho para comprar essa calça boca de sino. Os
28De
29Diziam que só meu pai e outro alagoano é que falavam
30Outro morador antigo falou que o Senhor Sousa era um
31O doutor Florêncio devia tomar aquilo por aviso. Ele
32_ E então senhor Florêncio, e esse povo que o senhor
33Com certeza ninguém da fazenda iria testemunhar contra o
34Assim aconteceu. Passou quinze dias sem trabalhar.
35Dona Estefânia muito ingênua não sabia nem qual era o
36No outro estremo da vila de colonos morava uma
37_ Olha a vara Pedro!
38Zangava porque meu pai deixava o trabalho para viajar. Nem
39Ela mostrava uma foto de documento três por quatro.
40felicidade.
41Encontrar uma pessoa no meio de milhões sem ter um endereço
42Meu pai repetia sempre o ditado popular: Triste vida de quem
43Algumas tabelas de café tinham esse tipo de mato, outras não.
44_ Agora mesmo!
45novo. O fiscal com sua gentileza nos deu as instruções. Como
46Antonio aprendia. O Antonio era bem menor que eu e
47de nós que de nada desconfiávamos.
48Nunca souberam. Nós quando soubemos que o Antonio
49Só foi o fiscal sair meu pai mandou-me ir lá juntamente
50Três coisas aconteceram naquele domingo: O Juarez veio nos