
Mature
Length1h 53m
About this audiobook
Difícil é escolher o caminho da poesia, quando esta não se mostra razoável a um ser. Tampouco é fácil assinalar uma conduta de devaneio, em que a poesia ganha o ar melancólico do vazio e da busca de um sentido no deserto vivente. A poesia da juventude tem a vantagem da novidade, para si e para o mundo, mas é sempre uma nova descoberta que não há nada de novo debaixo do Sol. Assim, não poderia deixar o autor mais que simples obviedades da vida meditativa: a poesia não é romântica, é a descrição de um jardim, espinhento e cheio de belezas estranhas. Andarilhamos, portanto, numa trilha qual vigília pela penumbra da manhã vindoura. Certos de que ela virá, mas sem o afortunado mistério que envolve uma madrugada. Esta pequena coletânea de versos poetizados, ou poemetos versificados, não deve ser levada a sério como se leva a sério um sábio que se manifesta ao triunfo da vida sobre a morte, antes, leve a sério como as questões para o jovem são tão sérias quanto fortuitas. A poesia é assim uma forma de ter respostas sem tê-las, uma forma de possuí-las sem explorá-las, de manifestá-las sem esclarecê-las, de tomá-las sem despojos. A poesia nos despoja, somos seu pertence. Mas por isso mesmo temos o direito e o grave dever de confessá-la perante o Eterno Sublime que a verdadeiramente possui. Desejo ao amigo leitor uma leitura que, se não cheia de tropeços e obstáculos, pois é caminho selvagem e cheio de pedras soltas que ele trilhará, ao menos lhe inspire o torpor de ver o nevoeiro perante um rio sinuoso. Thiarles Soares, nascido no Norte de Minas Gerais, mora em São Paulo Capital, Brasil, e tem 27 anos, é empreendedor digital e fundador da Editora Nova Ágora. É escritor polígrafo, poeta e ensaísta filosófico; gosta de estudar História, Filosofia e Literatura. Seus estudos abrangem de História Regional à das Civilizações; de Filosofia Política à Metafísica, Cosmovisão e Religião; de estudos linguísticos a comparações sociológicas. Acaba de publicar, como seu livro de estreia, o livro de crítica cultural contemporânea "Bicentenário da Independência", sua estreia no panorama editorial, uma pequena obra versada sobre o estado da cultura política contemporânea brasileira, em comemoração pelos duzentos anos de independência nacional, única obra de tal gênero e temática, escrita e publicada no Brasil em pleno ano do bicentenário. Agora lança sua primeira coletânea de poemas, cujos assuntos variados estão alicerçados numa iteração comum de ego e autoconhecimento, discernimento vocacional e conflito de opostos. Somos fragmentos de almas já(z) vividas Além de gerações e eras perdidas. Somos brotos caros de flores lívidas, Homens, mulheres, feras escondidas ... Ah! Meu passado é sem volta E o passado é linha torta Que se escreve na memória, Procurando velha rota Pela qual volva-se a hora. E meus anos passam breves Qual flor na estação de leves Ventos ruidosos é traga Ao mundo hodierno e apagada... A amada que surge dos sonhos, Que em meus prantos se distancia Cada vez mais longe a chamava, E em verdade nunca me via, Sequer meu nome tracejava E, no entanto, eu a amaria Por anos que o ímpeto lavra Alimentando a fantasia ... Leia e conheça mais além desses trechos e outros poemas da Coletânea Jardim de Quaresma de um (Im)Penitente.
Audiobook details
GenreMystery and Thriller, Fairy Tales and Folklore
Length1 hr 53 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 15, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1Thiarles Soares Silva
36Ó Deus, não poupais realmente a ninguém
2Thiarles Soares
37Por que vivo?
3Sobre o autor:
38Mil experiências
4Apresentação
39O que é um homem?
5De esperança
40Desempregado
Show all chaptersShow less
6À procura de algo que o sejas.
41Na hora certa
7Que também sou nada.
42Nas dores da maturidade
8Quero
43Num Jardim
9De voltar a ser quem seria
44A caneta do sábio da montanha
10Onde há erro aí? Então foge
45É o fim!
11Vida que o repasto descobre.
46No meio do nada
12A Infância
47Qual o homem que voa
13De um conto sórdido
48(Pássaro Errante)
14De um homem
49Sou eu em desejos notáveis
15Recuperar
50Sem dizer algo além
16O Elo Perdido
51A Infância imortal
17Da ressurreição de seus
52São pequenos nadas.
18Se disgrama ele a seu tempo.
53Juntados
19Estar onde ousaria assim viver,
54De velho engenho e margaridas
20Sim, é isso, o que me aflige, Berenice.
55Suas vagas respostas.
21No meu jardim
56Depois de sentir
22De Quaresma
57Como epígono
23Muito agradece de tal graça ingente!
58As Bombas
24De Jardim de Crisântemo Leucântemo*
59Dos homens
25Às portas
60Da sociedade que destrói
26Por isso eu ando já aos tropeços
61O Claustro profundo ou a Verdadicida
27De sonhar o que não devia.
62Última
28O Elã
63D’Alma
29De meu estro castigado ao senhor dinheiro
64E recolhe um furacão, que se acalma após a febre.
30No Ergástulo
65Ingênua
31(Domingo da Pastora): Dióspiro
66(Deum* ou De Um)
32Que ostentas?
67(Im)Penitente
33É Ranúnculo
68Se agiganta no largo da pena.
34A escrever morias
69*Glossário de neologismos
35Onde canto sabia(á)
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