Húmus é uma obra densa e introspectiva que mergulha na angústia existencial e na transitoriedade da vida. Raul Brandão constrói um texto fragmentado, quase poético, onde múltiplas vozes e reflexões se entrelaçam em torno da decadência, da morte e da busca por sentido. Ambientado num convento, o livro usa a decomposição da matéria como metáfora da condição humana. Com forte influência simbolista, esta obra desafiadora é considerada uma das mais inovadoras da literatura portuguesa, antecipando muitos elementos do modernismo.