
Length6h 51m
About this audiobook
Primeiro e fulcral romance histórico da literatura portuguesa, Eurico, o Presbítero transporta o leitor para a Península Ibérica do século VIII, num período de aguda decadência do Reino Visigótico, prestes a sucumbir à invasão muçulmana. A narrativa, que o próprio autor intitulou de “crónica-poema”, tece o trágico destino de Eurico, um guerreiro de origem humilde que, por preconceitos sociais, vê negado o seu amor por Hermengarda, a nobre filha do duque Fávila . Na amargura da renúncia, Eurico refugia-se no sacerdócio, tornando-se o presbítero de Carteia, numa tentativa de subjugar a paixão que o consome.
Porém, quando a pátria e a fé cristã são ameaçadas pela investida dos invasores, a chama do guerreiro reacende-se. Sob a identidade enigmática do Cavaleiro Negro, Eurico irrompe nos campos de batalha, num ímpeto heróico que conquista a admiração dos godos e aterroriza os mouros . A sua epopeia, contudo, é também uma luta interna: um conflito ético e espiritual entre o dever celibatário e a irrupção incontrolável dos sentimentos, culminando num desfecho de beleza trágica e profunda melancolia.
Eurico, o Presbítero é um espelho da alma romântica, um libelo patriótico que, através do passado, interpela o presente, explorando os dilemas do amor, do dever, do sacrifício e da identidade nacional. Uma obra prima que transcende o seu tempo, oferecendo ao leitor uma experiência literária de inigualável densidade humana e histórica.
Audiobook details
GenreGeneral Fiction, Historical Fiction, Literary Classics
Length6 hrs 51 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
LanguagePortuguese
Table of contents
1INTRODUÇÃO
11X - TRAIÇÃO
2I - OS WISIGODOS
12XI - DIES IRAE
3II - O PRESBYTERO
13XII - O MOSTEIRO
4III - O POETA
14XIII - COVADONGA
5IV - RECORDAÇÕES
15XIV - A NOITE DO AMIR
Show all chaptersShow less
6V - A MEDITAÇÃO
16XV - AO LUAR
7VI - SAUDADE
17XVI - O CASTRO ROMANO
8VII - A Visão
18XVII - A AURORA DA REDEMPÇÃO
9VIII - O DESEMBARQUE
19XVIII - IMPOSSIVEL!
10IX - JUNCTO AO CHRYSSUS
20XIX - CONCLUSÃO