Length5h 28m
About this audiobook
Diário de uma Suicida retrata a história de uma garotinha de 14 anos que após ser violentada várias vezes, ser discriminada e sofrer as mais abomináveis séries de torturas, resolve dar cabo de sua vida. Um série policial com drama, suspense e terror. A detetive Sarah Potter leva sua vida mediocremente trabalhando na Cidade de Rio Casca, era para ser uma dia normal, mas recebe uma chamada do delegado e vai investigar um caso de suicídio, mas não era um caso qualquer, através de um diário ela tentará descobrir tudo o que aconteceu. Será que ela irá conseguir? Não recomendado para menores de dezoito anos por conter cenas de sexo, violência, desespero, não recomendados para pessoas que sofrem de depressão e principalmente - para suicidas...
Audiobook details
GenreGeneral Fiction, Children's Literature
Length5 hrs 28 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
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Publish dateMar 2, 2018
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
28Aquelas últimas palavras de Sarah causaram inquietações no rapaz, apesar de conviver tão pouco tempo com ela, ele nunca tinha a visto trabalhar em sua devida área, a não ser correndo atrás de bandidos e de moleques rebeldes bêbados filhos de papaizinhos, pela primeira vez ele estava diante de um caso criminalístico de verdade e sentiu que se continuasse ao lado de Potter certamente acrescentaria algo em seu currículo e poderia almejar até grandes cargos oficiais no futuro.
2— É a filha dos Martins, uma menina de quatorze anos que estava na oitava série, estudava na Escola E. Miranda Chaves.
29omeçaram a subir as escadas até ao décimo andar seria uma longa caminhada, Sarah Potter não gostou nada, como um apartamento de vinte andar estava com elevador atrapalhado? A cada passo na escada ele relembrava do rosto da menina, dos pulsos cortados e dos ossos expostos, aquilo subia sua cabeça, queria por que queria entender, como uma menina de quatorze ano teria coragem de tirar a própria vida?
3— Sabe mais alguma coisa?
30Do que mais Potter tinha medo era das respostas se as encontrasse e ela sabia que o quarto da menina esconderia muitos segredos que certamente pediriam para serem encontrados. Por fim, chegou ao décimo andar, uma porta de madeira preta com o numero 11 em vermelho, era diferente de todas as portas do apartamento, parecia que foi adaptada aquele local, estava estranho, Potter sentiu um clima ruim, uma força oculta muito forte advinda do apartamento, em outra ocasião não entraria, mas seu trabalho a obrigava.
4— Além dessas informações concedidas pela madrasta, nada do caso.
31Abriu a porta, entrou e deu de cara com uma casa muito diferente daquilo que ela estava acostumada, primeiro; a casa estava uma bagunça, para quem era advogado e tinha uma mulher enfermeira, aquilo estava um chiqueiro, todavia não foi à bagunça que chamou a atenção de Potter, foram os quadros nas paredes pintadas de preto, o lugar era sombrio, não havia nada santo, nem apenas um pingente, quadros de guerra, quadros em homenagens a ditadores profanos...
5Potter observou a cena e com muita cautela, visto que o departamento de pericia forense ainda não estava no local, mesmo com cuidado ainda sim esbarrava em lugar duvidoso, ousou retirar o pano, mas Connor a coibiu dizendo que era melhor esperar, porém quem era ela que deveria esperar? Era um caso normal que igual ou até pior que aquele já havia resolvido muitos, retirou o pano que cobria o rosto da menina e viu aquela cena tenebrosa, não a despiu, pois Jack disse que estava nua, deixou somente seus braços à mostra, porém era muito difícil deduzir algo, pois havia muito sangue esparramado sobre a menina.
32A detetive Sarah caminhou até o quarto de Clarisse e quando abriu a porta.
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6Assustou-se, pelo visto não era como os casos anteriores — típico, todavia bem diferente. Observou atentamente cada detalhe; os braços contorcidos com fraturas expostas, o úmero estava à mostra, o occipital bem afundado demolido pelo impacto com a superfície dura.
33— AH! - Ela colocou a mão na boca no intuito de emudecê-la, mas aquilo era impossível, — meu Deus! - Disse ela novamente.
7— Tem sangramento nos três orifícios; boca, ouvido e nariz e os olhos bem arroxeados tipo olhos de guaxinim detetive Potter, disse Connor apontando o dedo direcionando a detetive.
34Ela olhou pelos cantos, dois policiais entraram com ela e eles eram mais velhos e tinham mais tempo de serviço, Harry e Harvey estavam juntos nessa há muito mais tempo que ela, não era detetives profissionais, porém já tinha uma visão holística formidável.
8A detetive avaliou bem e pela força do impacto supôs traumatismo craniano com hemorragia interna, não era função dela dizer como aconteceu, logo mais chegaria a perícia e posteriormente o legista daria as conclusões concretas, mas quis tentar explicar para si mesmo o sangramento pelos orifícios apontados por Jack.
35Não demorou muito para Connor também aparecer no quarto da garota, mas foi Harry que tomou a palavra.
9Ela também não deixou de avaliar as mãos que estavam encobertas pelo sangue já seco, ela puxou as mãos no intuito de abri-las, o rigor mortis estava apenas começando e ela havia sentido isso, eram sete horas e trinta e seis minutos, pelo tempo ela sugeriu morte as três ou três e pouca da madruga, Jack confirmou o horário.
36— Cuidado onde pisa, este quarto está cheio de provas, - depois ele olhou para Connor e disse — peça que os peritos dêem uma olhada aqui.
10— Foram três e um mais ou menos.
37A primeira impressão Potter não havia notada nada, aquele quarto obscuro não queria se mostrar, enfim alguém achou o local de acender a luz, agora estava mais fácil, cogitou Sarah, só sua lanterna não estava mostrando nada, ela caminhou até a janela, mas esbarrou em algo no chão.
11— Por que demoraram tanto a chamarem a policia?
38— O que é isso? - Perguntou Connor.
12— Eles não perceberam que ela havia se jogado de lá, só foram aperceber pela manhã quando sentiram sua falta e olharam e viram a janela aberta e o corpo estirado no chão cá embaixo.
39Sarah abaixou para pegar, o policial Harvey ordenou que não o tocasse poderia ser uma prova, ela bateu bem a luz sobre o objeto e realmente era uma prova.
13— Se jogou de qual andar? Perguntou a detetive Sarah.
40— É a navalha, - disse Potter, - ela estava bem suja de sangue, o sangue até já secou nela.
14— Do décimo andar.
41Demarcaram o objeto, foi à primeira prova criminalística do quarto, um quadro na parede chamou a atenção da detetive, nunca tinha visto algo tão forte assim, na parede havia quadros de sacrifício, de mutilação, de pessoas queimando em muito fogo.
15Sarah olhou o prédio de cima a baixo, ela contou vinte andares, a menina morava entremeio, cada andar tinha três metros, então, se ela se jogou do décimo ele tinha trinta metros de altura na hora do salto, após uma breve conta em sua cabeça concluiu por si que a menina caiu a uma velocidade de 24,5m/s = 88,2km/h aproximadamente, aquilo foi perturbador para Sarah, se perguntou, como uma menina de catorze anos faria algo tão cruel contra si mesma?
42— Esse quadro representa o que? Perguntou Harry.
16Ela não tinha motivos, o pai era advogado a madrasta enfermeira e trabalhava no hospital mais concorrido da cidade, tinha tudo que queria cogitou consigo. Abriu as mãos da garota novamente e com uma luva que recebeu de Jack pode sentir sobre o sangue seco aquela superfície áspera, ela passou os dedos levemente outra vez e ela sentiu os cortes, o pulso estava cortado, se fosse por ela haveria limpado os braços da menina para tirar suas conclusões, mas não podia, qualquer coisa que ela ousasse fazer poderia eliminar diretamente um prova criminalística.
43— Pelo visto é o inferno, disse Sarah.
17— O que você está sentido ai, o que é isso? Interrogou Connor com os olhos bem de perto espreitando cada detalhe que Sarah fazia.
44Harry ficou com os olhos tão arregalados naquele instante, havia tanto objeto profano naquela casa que ele desacreditava de si próprio.
18— Ela cortou os pulsos! Disse Sarah, aquilo causou uma reveria na cabeça de Jack.
45— Eles eram maçônicos?
19— Como assim cortou os pulsos?
46— Não sei, mas aquele quadro com aquela frase e o numero da porta estão dizendo muita coisa.
20— Cortando, passou algum objeto sobre eles e pronto, ato bem típico de suicidas.
47— Que frase?
21Os pais da menina ainda estavam sobre choque os outros policiais ainda estavam tentando tirar alguma informação valiosa deles, pelo menos uma que seria útil, que pudesse dizer o motivo, razão ou circunstância fez a pequena Clarisse se atirar do décimo andar, porém o pai e a madrasta diziam sempre a mesma coisa – ela nunca foi assim, ela sempre esteve feliz, ela amava a vida.
48A detetive Potter então apontou com o dedo, Connor, Harry e Harvey olharam de imediato e leram aquela passagem bíblica.
22De uma coisa era certa: ou eles não estavam falando a verdade e tinham culpa no cartório ou a menina era mais louca do que se podia deduzir, mas Potter apostava bem na primeira hipótese e, após uma breve avaliação pediu que conduzisse os pais a delegacia para prestar depoimentos, Thomas Martins era advogado e logo se recusou, tentou usar a lei a seu favor, porém a lei desta vez estava contra si e não podia fazer nada a não ser prestar um depoimento.
49“Eu vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.”Apocalipse 20:4
23— Policial Connor, disse Sarah, já estiveram no quarto de onde ela se jogou?
50— Isso quer dizer o que? - Connor interrogou.
24— Não, disse o policial, aquele olhar de Sarah não foi agradável e foi muito bem traduzida por Connor, ela pensou; como ainda não foram ao apartamento? Connor pediu que dois de seus homens se dirigissem para lá imediatamente.
51— Não importa isso não vem ao caso, procurem pistas isso sim ajudará, falou Harry.
25— Espere, vou com vocês, disse Sarah.
52Potter o espreitou bem e não viu nele uma pessoa ignorante, ele mesmo sabia que aquilo ali queria dizer alguma coisa, mas o medo em seus olhos, a face pálida e as mãos trêmulas indicavam que ele não queria ficar nem por mais um minuto naquele apartamento. (pt. 1)
26— Mas... Você não vai investigar mais o corpo? Perguntou Jack.
53Potter o espreitou bem e não viu nele uma pessoa ignorante, ele mesmo sabia que aquilo ali queria dizer alguma coisa, mas o medo em seus olhos, a face pálida e as mãos trêmulas indicavam que ele não queria ficar nem por mais um minuto naquele apartamento. (pt. 2)
27— As investigações aqui acabaram, deixe o resto para a perícia forense, esse corpo aqui não vai dizer nada, entretanto alguma coisa no apartamento vai isso eu garanto!
54Potter o espreitou bem e não viu nele uma pessoa ignorante, ele mesmo sabia que aquilo ali queria dizer alguma coisa, mas o medo em seus olhos, a face pálida e as mãos trêmulas indicavam que ele não queria ficar nem por mais um minuto naquele apartamento. (pt. 3)
