
Por fora tanta farofa, por dentro mulambo só
a problemática da febre amarela na saúde pública de Alagoas e a configuração da enfermagem (1849-1881)By Marcela das Neves Guimarães Porciúncula, Laís de Miranda Crispim CostaLength5h 25m
About this audiobook
Dentre as doenças que assolaram o país no século XIX, a Febre Amarela se destacou pela forma como se expandiu e pelos prejuízos causados, sobretudo em decorrência dos péssimos hábitos higiênicos, ausência de medidas sanitárias mínimas e práticas de saúde ancoradas no pouco saber disponível à época.
A partir da abordagem da História Nova, proposta pela terceira geração da École des Annales – representada por Jacques Le Goff e Michelle Perrot –, foi possível debater sobre a temática, reescrevendo o que ficou oculto nos termos da historiografia oficial. Penetrar na intimidade dos documentos garimpados, nos manuscritos dos médicos e cirurgiões de partido de Alagoas, jornais e nas Fallas e Relatórios dos Presidentes da Província, num minucioso trabalho de pesquisa, permitiu que as autoras traçassem os caminhos da epidemia no estado.
Hospitais, lazaretos e enfermarias foram criados, e podem ser retratados pela célebre frase do jornal 'O Orbe' – Por fora tanta farofa, por dentro mulambo só – a qual reforça as condições precárias desses espaços. Todavia a febre amarela deixou como consequência o crescimento da rede de postos de saúde, exigiu a ampliação da contratação de profissionais e abriu espaço para a expansão da Enfermagem, tanto do ponto de vista profissional como dos ocupacionais, todos eles eivados dos mesmos preconceitos que ainda hoje, mesmo que em menor proporção, estão presentes nessa categoria tão vital para o cuidado em saúde.
Audiobook details
GenreHistory
Length5 hrs 25 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 29, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
2CAPÍTULO 1
3A EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA E AS CONDIÇÕES SANITÁRIAS NO BRASIL E EM ALAGOAS NO SÉCULO XIX
41.1 PRIMEIROS REGISTROS DA EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA NO BRASIL
51.2 A EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA E AS CONDIÇÕES SANITÁRIAS NA CAPITAL DO PAÍS
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61.3 DIVISÃO POLÍTICO-GEOGRÁFICA DA PROVÍNCIA DAS ALAGOAS
71.4 SURTOS, ENDEMIAS E EPIDEMIAS DE FEBRE AMARELA EM ALAGOAS
81.5 AS CONDIÇÕES SANITÁRIAS DA PROVÍNCIA DAS ALAGOAS
9CAPÍTULO 2
10OS DESDOBRAMENTOS DA EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA PARA A SAÚDE PÚBLICA ALAGOANA
112.1 HOSPITAIS
122.1.1 HOSPITAL DE CARIDADE DE PENEDO
132.1.2 HOSPITAL DE CARIDADE DE MACEIÓ
142.2 LAZARETOS
152.2.1 LAZARETO DO PORTO DO FRANCÊS
162.2.2 LAZARETO FRONTEIRIÇO AO CEMITÉRIO PÚBLICO DE MACEIÓ
172.3 ENFERMARIAS
182.3.1 ENFERMARIA MILITAR
192.3.2 ENFERMARIA DOS PRESOS POBRES
202.3.3 ENFERMARIA DO ASYLO DOS ALIENADOS – PRECURSORA DO ASYLO DE SANTA LEOPOLDINA
212.3.4 ENFERMARIA PROVISÓRIA DE FEBRE AMARELA (FRONTEIRIÇA AO CEMITÉRIO PÚBLICO DE MACEIÓ)
222.3.5 ENFERMARIA DE JARAGUÁ
23CAPÍTULO 3
24A CONFIGURAÇÃO DA ENFERMAGEM EM ALAGOAS EM TEMPOS DE EPIDEMIA DE FEBRE AMARELA
253.1 CONTRATAÇÃO DE ENFERMEIRAS(OS)
263.2 DISCRIMINAÇÃO COM BASE NO GÊNERO E PRECARIZAÇÃO DA ENFERMAGEM
273.3 RECONHECIMENTO PELOS SERVIÇOS DE ENFERMAGEM PRESTADOS
283.4 NEGLIGÊNCIA DOS CUIDADOS
293.5 REGISTROS DE ENFERMAGEM
303.6 ALOJAMENTO PARA DESCANSO DAS(OS) ENFERMEIRAS(OS)
31CONCLUSÃO
32FONTES