
Length14h 7m
About this audiobook
"A modernidade é em Baudelaire uma conquista", eis aqui a definição de Benjamin. Já no primeiro poema de As flores do mal, Baudelaire convoca o leitor à ruptura da apatia. Benjamin aponta o método da aventura, a captura do presente, a intenção do poeta de revidar os atordoantes choques na grande cidade. Para não se tornar receptor inanimado ou ator automatizado, Baudelaire troca o gabinete pelas ruas, a duras penas, físicas e espirituais, e transita entre duas instâncias, flânerie e esgrima. Ao levar a vivência aos âmbitos do coletivo e do voluntário, imiscui-se no hiato da distribuição entre consciente e inconsciente. Conjura os perigos da absorção pela profundeza obscura ou da reflexão pela superfície ofuscante. Antes de o estímulo se queimar como resposta imediata, a vivência, ou se perder como memória de difícil acesso, insere poemas, contragolpes, no espaço intervalar. O modus fica em verso: "tropeçando em palavras como na calçada". É total exposição ao presente, com mente e corpo alertas, e plena compreensão de não se tratar de processo natural: "É essa a natureza da vivência a que Baudelaire atribuiu a importância de uma experiência. Fixou o preço pelo qual se pode adquirir a sensação da modernidade: a destruição da aura na vivência do choque".
Audiobook details
Rating★★★★ 4.4 (271)
Includes Amazon, Goodreads
GenrePhilosophy
Length14 hrs 7 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateNov 3, 2015
LanguagePortuguese
Table of contents
11. A PARIS DO SEGUNDO IMPÉRIO NA OBRA DE BAUDELAIRE
2Epígrafe
3I. A bohème
4II. O flâneur
5III. A modernidade
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62. SOBRE ALGUNS MOTIVOS NA OBRA DE BAUDELAIRE
73. PARQUE CENTRAL
8Notas sobre os “Quadros Parisienses”, de Baudelaire
9O regresso do flâneur
10Nota (pt. 1)
11Nota (pt. 2)
12Nota (pt. 3)
13Outros livros da filo
14A invenção de si e do mundo