
Length1h 31m
About this audiobook
O livro de José Alexandre de Oliveira nos coloca diante de uma poesia que toca pela reflexão e o pensamento sagaz, poesia que marca e questiona o sentido da existência humana. Com sutileza e atenção, sem renunciar a certa porção de melancolia, o autor, possibilita ao leitor um constante repensar sobre a fragilidade da vida, a solidão e a fugacidade das relações que encerram o velho homem que observa o passado e o presente sob o crivo pessimista dos acontecimentos. De um futuro incerto que tem a morte como a medida certeira, o escritor José Alexandre de Oliveira, faz do texto o contexto, e enfatiza situações, sentimentos e circunstâncias próprias aos viventes, que ora se aterrorizam, ora aprendem com a brevidade da vida. Lamentações, tempo que esvai. Editor: Dr. José R. N. de Azevedo
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length1 hr 31 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 18, 2023
LanguagePortuguese
Table of contents
1José Alexandre de Oliveira
2CONSELHO EDITORIAL
3PREFÁCIO
4LAMENTAÇÕES
5E dessa forma, em meio à multidão, a minha inquietude acalma.
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6HISTÓRIA DE UM HOMEM COMUM
7Foi torturado pelo mundo, sem saber.
8Na certeza que ela finda.
9ainda.
10E no malgrado vida espera o paraíso, na despedida.
11Por que sou homem e não um ser irracional?
12Que bom esse luminar noturno!
13II
14Que dura e triste sina!
15E hoje é um homem em cacos.
16A vida não é sempre uma perversidade.
17Espera sóbrio o fim da estrada.
18mundo restrito.
19Esse ser humano que fui, tão tosco!
20Como ele, da vida, vão se distanciando.
21Não teme mais nada, acostumado está aos sofrimentos.
22reclama.
23Se foi um barco, navegando mares, hoje só resta uma tábua.
24É possível que tenha caído uma lágrima;
25Vai fazer um jantar, como se fosse chegar alguém.
26Não reclama essa sorte ingrata.
27O FIM
28II
29III
30IV
31Nasci só: nunca terei alguém por perto.
32Que delas nunca tive amor algum.
33E encho meu mundo de flores.
34Nunca, nem em sonho, jamais irei saber.
35seria.
36Nos quais vivo a padecer.
37Sem rumo, vou seguindo.
38XV
39E nós, vítimas, morrendo...
40Desconhecemos quase tudo e imaginamos que não;
41Cultivei em demasia as coisas da paixão.
42Para alimentar seus sonhos... e voa.
43XXIII
44Já vão cansando as pernas.
45Seria eu apenas um ser sem alma?
46O que fiz da vida que não sonhos?
47O estranho que persiste é não ter construído meu castelo.
48Há dias, mas não há hora.
49Na escuridão penetramos, não pode haver esbulho.
50Dizei, ó inteligente povo, três vezes: