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Calvinismo para laicos
Uma nova perspetivaBy Manuel CardosoLength3h 15m
About this audiobook
Desde que Max Weber escreveu a obra A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, o calvinismo passou a chamar mais a atenção como doutrina ligada ao sucesso individual e ao empreendedorismo.
Nunca, todavia, foi tentada uma síntese, ou adaptação, das suas ideias que estivesse de acordo com o saber acumulado, científico e filosófico, nos últimos séculos. Neste livro faz-se essa adaptação e são apresentadas as crenças mais excitantes do calvinismo, como a doutrina da predestinação, a crença na bem-aventurança dos eleitos, a confiança na vocação própria, e a condenação dos réprobos.
Estas ideias são expostas através de uma argumentação próxima da perfilhada pelo teólogo João Calvino, na qual, porém, se eliminaram todas as que – atualmente podemos afirmá-lo com segurança – estão erradas. Portanto, aproveitou-se só o que está certo ou, pelo menos, não é evidente que esteja errado, podendo manter-se como objeto de crença sem levantar problemas. Crenças, estas, que se justificam, porque, em geral, é importante para a sua vida o indivíduo possuir uma metafísica, que pode ser simples, como é o caso do calvinismo.
Audiobook details
GenrePhilosophy
Length3 hrs 15 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateAug 19, 2024
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2Colofão
3Introdução
4Nota prévia e Escrituras
51. O conhecimento de nós mesmos conduz-nos ao conhecimento da Natureza
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62. O conhecimento da Natureza leva-nos ao conhecimento de nós mesmos
73. Livre-arbítrio e responsabilidade
84. O que rege o mundo é a providência, não o acaso nem a sorte
95. Sentido e alcance da providência
106. A providência não anula a responsabilidade humana
117. A providência não nos justifica a iniquidade
128. A serenidade que a certeza da providência faculta ante as adversidades
139. Relevância das causas intermédias
1410. Natureza e propósito do conhecimento de nós mesmos
1511. O conhecimento próprio embotado pela auto-glorificação
1612. As duas facetas do real conhecimento de nós mesmos
1713. Natureza real da corrupção do homem
1814. Perigos a serem evitados
1915. As pressupostas faculdades da mente e a sua função
2016. Aceções de vontade e de liberdade
2117. Inconveniência da expressão livre-arbítrio
2218. Uma conceção da liberdade da vontade
2319. A verdadeira humildade: a única atitude que nos convém
2420. Contudo, o homem possui num certo grau a razão
2521. A compreensão humana na esfera da sociedade organizada
2622. A compreensão humana na área das artes
2723. Perseverança: obra exclusiva da Natureza, não produto do mérito humano
2824. A fé em princípios justos é o nosso principal afã
2925. Não nos pertencemos
3026. Já que não nos pertencemos, então que nos renunciemos
3127. A vida bem delineada
3228. A natural presunção e arrogância com que encaramos o próximo e a humildade que deve caraterizar-nos o trato
3329. A renúncia pessoal e a dedicação ao bem do próximo
3430. Ainda a nossa negação pessoal
3531. A vida condigna, confiante e resignada, na absoluta honestidade e retidão
3632. As benesses da vida devem ser usadas sem parcimónia extremada, nem pródiga incontinência
3733. Primeira regra do viver condigno: fazer uso de tudo com desprendimento, sem afetação, nem ostentação
3834. Segunda e terceira regras do viver condigno: suportar com resignação as privações da pobreza, sem ceder à arrogante altivez em vinda a abundância
3935. Quarta regra do viver condigno: em todos os atos, levar em conta a vocação própria
4036. A inconveniência do vocábulo mérito, a despeito do uso que antigos autores fizeram dele
4137. Fé, mais importante do que as obras
4238. Fortaleçamos a fé porque isso é o essencial: Da eterna eleição, pela qual a Natureza a uns predestinou para a salvação, a outros para a perdição.
4339. Procedência, razoabilidade e importância da doutrina da eleição e predestinação que a especulação explora e confunde
4440. Somente de os Contos Inacabados de Tolkien e também de Espinosa se deve perscrutar a predestinação, o que alijará a especulação temerária e mesmo danosa
4541. Em contraposição à atitude especulativa dos curiosos e tácita dos timoratos, cabe tratar-se a doutrina da predestinação, porém, com moderação e vigilância
4642. Improcedência da tese de que a doutrina da predestinação é absurda, chocante e até mesmo perniciosa
4743. Predestinação e presciência são elementos correlatos, não esta a causa daquela
4844. A eleição efetiva em relação aos indivíduos ou pessoas; síntese da matéria em pauta
4945. Improcedência da tese daqueles que subordinam a eleição à presciência de méritos
5046. A eleição graciosa, absoluta, à parte de qualquer mérito humano