
A Amazônia do romance Chuva Branca
By Jamescley Almeida de SouzaLength5h 20m
About this audiobook
Chuva branca é um romance do escritor Paulo Jacob, publicado em 1968, no calor do prêmio literário Walmap, na época o mais importante do Brasil. Ao propor uma leitura do romance após 50 anos de sua publicação, o autor se fundamenta na teoria da Intertextualidade e na Estética da Recepção para mostrar a Amazônia ficcional nele representada. O resultado é um passeio por temas expressivos de uma Amazônia ribeirinha, de rios de águas barrentas, a saber: tipos sociais amazônicos, cultura, sagrado, vulnerabilidade social e cultura indígena. O autor procura mostrar que A Amazônia de Chuva branca é um lugar onde o mito vive e se revela intercambiável com a própria realidade. Defende ainda que, ao realizar uma representação da Amazônia, o escritor Paulo Jacob consegue – por meio da ficção – aquilo que sociólogos e antropólogos o fazem por meio de suas ciências: documentar o homem a partir de seus dramas, de sua luta, de suas crenças e cultura, bem como de suas condições. E mais: que os valores culturais amazônicos enfatizados por esta leitura mostram ao país uma parte significativa de seu próprio rosto.
Audiobook details
GenreLiterary Classics
Length5 hrs 20 mins
Narrated byListen with 1,000+ voices
FormateBook with Audio
Publish dateOct 27, 2020
LanguagePortuguese
Table of contents
1Introduction
2UMA LEITURA DE CHUVA BRANCA
3CAPÍTULO 1 - DO HOMEM NA AMAZÔNIA
4O homem e o meio amazônico
5Ramerrão climatológico
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6Luís Chato: o tipo ideal dopescador
7Vazio narrativo na nomeação dos filhos
8O homem na Amazônia: um ator agonizante?
9O narratário de Chuva branca
10Luís Chato: o tipo ideal do caçador
11Núcleo narrativo do romance e papéis actanciais
12Luís Chato: o tipo ideal do lavrador
13Por que Paulo Jacob representou assim a Amazônia?
14CAPÍTULO 2 - DA POBREZA NA AMAZÔNIA RIBEIRINHA
15Na moradia
16O falar amazônico: plurilinguismo em Chuva branca
17Nas doenças e na descrição do solo
18Encaixamento: como as histórias se ligam em Chuva branca
19Na alimentação
20O ciclo de cheias e vazantes do rio
21Qual é a Amazônia do romance Chuva branca?
22CAPÍTULO 3 - DO IMAGINÁRIO
23Mito e imaginário em Chuva branca
24Seres imaginários: Curupira e Veado Aianga
25Tipo de discurso e monólogo interior
26Fluxo de consciência e memória involuntária
27Realismo maravilhoso
28A aura e o imponderável do imaginário
29CAPÍTULO 4 - DO SAGRADO
30Luís Chato e o sagrado
31Das digressões da narrativa
32Sincretismo religioso
33Sagrado e carnavalização em Chuva branca
34O apagamento da barreira entre o sagrado e o profano
35O aspecto lúdico do catolicismo popular brasileiro
36Carnavalização à maneira amazônica
37CAPÍTULO 5 - DA CULTURA INDÍGENA
38Nas técnicas de orientação na floresta
39Nas técnicas de habitação e abrigo
40Na alimentação, na sobrevivência na floresta e na toponímia
41No conhecimento das plantas medicinais
42Padu, ipadu ou coca amazônica
43LENDO CHUVA BRANCA 50 ANOS DEPOIS...